Photo by Joyce McCown on Unsplash

Hoje, dia 28 é celebrado o dia do orgulho LGBTQIA+ e eu, como parte da comunidade, não poderia deixar de falar sobre isso.

Esse dia, também foi marcado, há 50 anos atrás, pela Revolta de Stonewall, que em resumo, aconteceu em um bar que foi invadido pela policia e naquela época, pessoas LGBTQIA+ eram presas, apanhavam e inclusive ser da comunidade era proibido. Não se sabe ao certo quem começou a revolta, mas 3 pessoas foram importantes nessa revolta: Marsha Johnson, Sylvia Rivera e Stormé Delarverie.

Essa rebelião foi muito necessária pra ressaltar o conceito de orgulho e é por isso que no mês de junho acontecem tantos eventos ao redor do mundo. Pra celebrar nossa existência, nossa luta, nossa resistência.

Eu pedi para minha amiga, a Dai, fazer um texto sobre orgulho, o resultado é esse aqui e, antes de ir, me responde: O que te dá orgulho?

Sejam orgulhosos sempre!

Orgulhar-se. Ter orgulho de ser, de existir. Não uma existência qualquer, mas uma existência prazerosa sem que seja necessário se esconder atrás de uma fachada irreal, o sonho de uma existência sem medo de que ao virar a esquina seja atingido por uma chuva de xingamentos e violência.

"Que orgulho!". Duas palavras que tem o poder de mudar uma vida, para melhor. Os sons chegando aos ouvidos, as mãos de encontro aos cabelos que logo serão acariciados. Orgulho que cobre as cicatrizes das feridas já superadas no corpo e na alma. Não há nada a esconder!

Ter além de orgulho a consciência de que só estar ali, presente e vivo já é motivo de comemoração suficiente. Ninguém pode tirar o seu direito de ter um lugar ao sol, seu lugar no mundo!

Apesar/depois/independente de tudo, saber que sua vida importa, que não se está sozinho, saber que o "ninguém solta a mão de ninguém" é real e vale para todos é mais do que essencial.

Ter orgulho de ser quem é, é amar a si próprio de todas as formas, é amar essa energia que muitos chamam de alma e transbordar essa energia colorida pelo mundo. Dar cor ao dia e ser luz na noite escura e cheia de terrores.

Um arco-íris nunca fez tanto sentido! Orgulhe-se do arco-íris. Seja o arco-íris.

Olá brilhinhos, como é que vocês estão por ai? Hoje, o post é um pouco diferente, vou falar um pouco de mim e convido vocês a refletir comigo, bora lá então.

Antes de mais nada, me conta o que você tem feito por você?

Recentemente eu entrei numa pira surreal de produzir conteúdo como se não houvesse amanhã, falar tudo que eu queria falar e queria a todo custo que as pessoas interagissem comigo nas redes, comecei a usar outras plataformas e formas de alcançar pessoas que eu nunca tinha usado antes, tava criando mil coisas e fazendo outras mil e estudando tudo  que eu poderia e não poderia pra isso aqui ter o sucesso que eu achava que deveria ter. Afinal, se eu não acreditar em mim, quem é que vai né?!

Photo by Anthony Tran on Unsplash


Bom, o resultado disso foi uma Bianca estressada, que não conseguia dormir, se cobrava igual uma louca e acabava não conseguindo fazer as coisas direito; ah, também fiquei doente. Fiquei tão estressada/ansiosa ao ponto de, realmente, não conseguir respirar e acabei sendo forçada a dar uma pausa. Como uma boa pessoa de humanas, sempre acreditei que o universo retribui. Eu já queria dar uns dias de férias pra mim, mas não conseguia largar até que meu corpo me obrigou a isso. Chega a ser surreal né?!

Eu sei que a maioria das pessoas que me acompanha aqui são  meus companheiros de produção de conteúdo e, me corrijam se eu estiver errada, mas isso cansa. Essa coisa de precisar sempre estar atento à tudo, falar sobre tudo, perder a noção do que é uma vida online e uma vida offline (eu perdi essa noção) e realmente parar de fazer as coisas porque você  quer fazer, mas sim porque você tem  que produzir alguma coisa pras pessoas que te acompanham. Isso é MUITO surreal.

Tem que levar em conta que, mesmo que eu tenha colunistas lindas que me ajudam sempre que eu preciso, isso aqui é fruto de trabalhos solitários. As fotos, os livros lidos, os artigos, as resenhas, os posts, tudo sou eu quem faço e isso dá um trabalho tão grande gente, mas tão grande... Chega uma hora que nós precisamos parar e respirar. É surreal pensar que eu precisei ficar doente pra entender que tá tudo bem não ser frequente, que eu posso sim ficar com minha gata correndo atras da bolinha sem me sentir culpada por não estar produzindo nada. Louco né?!

Photo by Anete Lūsiņa on Unsplash


Tá certo que eu não parei porque quis, eu fui obrigada a cuidar da minha saúde, mas esse tempo foi bom pra eu pensar em como eu estava lidando com o blog, o conteúdo que eu tava produzindo e tal. Isso foi bom, me fez entender coisas que eu já sabia, como por exemplo, isso aqui não é a minha principal fonte de renda e eu só tô aqui pra compartilhar o meu amor por livros e afins, eu nunca pretendi viver disso, e eu tava deixando a minha profissão e minha esposa de lado pra ficar aqui, quando eu vi isso, eu quis tacar minha cabeça na parede.

Agora que eu tô mais leve e melhor da saúde e pude pensar bem, as coisas aqui vão ser um pouco diferentes, eu mesma não terei mais uma periodicidade e vou começar a falar de mais coisas que não sejam só livros e resenhas, vou começar a trazer umas dicas de filmes e séries junto com a Renata, vou fazer um quadro bem legal com umas amigas sobre crimes, trazer mais coisas sobre LGBTQIA+ e afins, vou tornar isso aqui mais leve pra mim e pra todo mundo que me acompanha, é isso. Eu espero que vocês gostem dessa nova “fase” do Resenha de Unicórnio e, antes de ir em bora, responde aquela pergunta que eu fiz lá no começo do post, o que você tem feito por você?



Todo mundo tem traumas, todo mundo esconde alguma coisa dentro de si e essa alguma coisa que a gente esconde sempre vai atrapalhar a gente em algum aspecto da nossa vida. E é sobre isso que quero falar hoje, sobre guardar “segredos” que não deveriam ser guardados e, principalmente, sobre libertação.


 Conheço a Allana tem um tempo, ela sempre interagiu comigo no instagram e depois, quando a gente começou a se seguir no twitter eu vivia falando pra ela me mandar algo dela pra eu ler (wattpad é um parto pra funcionar no meu celular) e, depois que eu li o conto dela (esse aqui) que é de uma sensibilidade tremenda, fiquei louca pra ler o livro dela e até que um belo dia ela me chamou no whatsapp e mandou o PDF completo do livro dela (que no wattpad não tá completo ainda, PRIVILÉGIOS) e, sem brincadeira, eu não consegui largar o livro.

Quando eu contava as estrelas conta a história de Estela, uma menina de uns 20 e tantos anos que mora junto com o irmão mais velho; o pai deles, depois da morte da mãe, se mudou pra Rússia com a atual esposa. Porém, Estela tem uma dificuldade enorme pra fazer amigos e confiar em alguém, ela sempre prefere ficar em casa lendo, tranquila, do que ter que se submeter a uma relação.

Com a ajuda de Guilherme seu não-amigo, ela vai tentar superar esse trauma e, quem sabe revelar esse segredo que tanto a aflige.

Não se iluda, assim como eu, em pensar que tem um shipper ali no meio, não tem. Esse livro fala sobre amor, mas amor à si mesmo.

"O fato é que eu nunca havia considerado que ser protagonista da própria vida requer muito mais do que carregar fardos pesados sem qualquer ajuda ou se trancar em uma muralha de isolamento, com medo de sofrer com o que outro poderia fazer."

Eu tô simplesmente apaixonada pela escrita da Allana e pela Estela, em muitos pontos da história eu me identifiquei com a Estela e me peguei de coração aflito por ver o quanto aquele trauma a sufocava foi realmente uma experiência angustiante, mas com um final maravilhoso e que me aqueceu o coração.

Com a Estela e o Gui eu aprendi que existem muitas formas de amor e que, por favor, não se torture por algo que você não teve culpa, se liberte de coisas ruins, elas não te levam a nada.

Só posso dizer que leiam esse livro, eu tô realmente maravilhada!! Clica aqui e corre lá!


À Sombra do Jatobá | R. C. Maschio | 5 ✰ + ❤ | Expressão e Arte Editora | Compre

Eu estou há quase uma semana pensando sobre como escrever algo sobre esse livro. Você alguma vez já leu algo que te arrebatou tanto que simplesmente não consegue falar sobre isso? Isso aconteceu comigo nesse livro.

Recebi esse livro da autora e primeiramente quero agradecer de todo o meu coração por ter me dado a oportunidade de ler esse livro.

À sombra do Jatobá tem como cenário uma fazenda de cana de açúcar lá do século XIX, o movimento abolicionista estava começando a ganhar força e é nesse cenário que conhecemos a personagens principais, que são 3, (mas TODO mundo ali é muito importante), a Ercilia que é uma escrava da casa grande, ama de leite das filhas do Senhor, Teodora e Cândida.



Com uma história que fala sobre superação, coragem, muita luta, muito amor, a Rô escreveu um livro que deveria sim ser lido nas escolas.

“Passo anos vestindo e alimentando um negro até que ele se torne um rapaz pronto para o trabalho e ele decide morrer assim, do nada! Precisava viver pelo menos dez anos para me dar um bom lucro.”

Como eu já falei, realmente não sei se essas palavras vão fazer jus à grandeza dessa leitura e mostrar tudo que eu senti. Mas, pra quem estudou o minimo que for sobre esse periodo sabe o quanto dói lembrar dele. Em muitos pontos as cenas são realmente MUITO incomodas e eu tive que parar de ler várias vezes simplesmente pelo fato de que eu não estava aguentando ver aquilo! A Rô descreve as cenas de uma forma que eu consegui visualizar a cena todinha.

Inclusive, quero deixar aqui o meu muito obrigada à Carol que me ajudou a suportar o baque desse livro e que ouviu meus audios que pareciam não ter fim quando eu acabei de ler o livro.



Bem, pra finalizar, quero dizer que aprendi muito com essa história e eu realmente escrevo isso com o coração pois minha mente não consegue até agora processar esse livro. Só posso falar pra vocês lerem e sofrerem comigo mas também aprenderem muito. O nome do livro faz referência à uma das passagens do livro e quero adiantar que chorei como criança nessa parte.

Eu sempre gostei desses livros que nos deixam reflexivos, que nos fazem ver que sim, qualquer coisinha que seja é suficiente pra fazer os Homens entrarem em guerra e se matarem, o que é um absurdo sem tamanho!

Então, se você gosta de livros fortes, bem escritos, que falem sobre o período da escravidão e que tenham uma mensagem de luta, de amor, de superar as barreiras impostas, de ter coragem, esse livro é pra você!

Ah, importante! Todo o dinheiro arrecadado com a venda do livro será doado para instituições e essa capa maravilhosa foi a filha dela quem fez, ela é uma artista incrível! Siga a autora no Instagram e acompanhe o trabalho e talento dela!



Já imaginou se o seu ex entra num Big Brother da vida, fica milionário, vira uma subcelebridade, e todo aquele discurso que ele pregou enquanto tava com você cai por terra no momento em que ele vê a fama vindo? Pois então, é nesse universo que se passa Querido ex.

Querido ex é um livro de epistolar, ou seja, é todo escrito em cartas, cada capítulo é uma carta pro ex do personagem principal.

As cartas, todas carregadas de muito sentimento, surtos e um vocabulário um tanto peculiar, são tão maravilhosas, que me fez comer o livro e ao mesmo tempo que eu tava rindo eu tava chorando.

"Seu nome é menos digno de ser pronunciado do que o assassino dos pais do Harry Potter; ecoar as letras que o formam é o equivalente a beber um copo do chorume deixado por caminhões de lixo após duas semanas de greve de coleta no Rio de Janeiro."

Eu não posso falar muito sobre as cartas pois qualquer coisa seria spoiler. Mas se tiveram duas coisas que me encantaram nesse livro foram a capacidade do Juan de nitidamente escrever essa montanha russa que é o término de uma relação e de falar sobre todas essas fases e, preciso falar aqui, em alguns momentos eu queria estar vivendo a vida desse personagem!

A outra coisa que me encantou muito foi a forma “engraçada” com a qual ele abordou uma relação abusiva no mundo LGBT (gente, cês acham que não tem disso, mas tem sim tá nenê), pois sempre que eu ia ler algo sobre relações abusivas TUDO sempre foi absolutamente pesado demais e bruto demais. Sempre tive a sensação de que esse tipo de relação era retratado de uma forma meio incomoda, pelo menos pra mim. E nesse livro não é assim, o Juan mostra em pequenas coisas e de forma gradativa o quanto uma pessoa pode ser abusiva e você acaba por se dar conta disso só quando você tá fora dessa relação e o quanto pode ser difícil não enxergar esse abuso sofrido em outras pessoas que não tem nada a ver com isso, elas só querem te ajudar. Ao meu ver, esse tipo de narrativa surte muito mais efeito de conscientização do que uma CoHo da vida.

"Aos poucos eu fui virando a sua sombra. Nós íamos nas festas dos seus amigos, fazíamos viagens com a sua família e eu jogava tudo que era eu pra debaixo do tapete, até o ponto em que me tornei incapaz de encontrar em nós um traço genuinamente meu."

Sobre o personagem principal, eu juro que imaginei uma poc super mega afeminada sentada no bar contando essa fase da vida pra mim. Vou ressaltar de novo que o vocabulário dele é tão intenso e sensacional e carrega tantas referências que nós, os millenials vamos entender e dar tanta risada!

Em conclusão, favoritei o livro! Um livro rapido, que aborda uma relação abusiva no meio LGBT, é engraçado, com capitulos curtos e ótimas referências, muito bem escrito e, mais importante, TEM UMA POC NEGRA AFEMINADA NARRANDO A HISTÓRIA! Isso pra mim me ganhou logo de cara! Adorei conhecer o trabalho do Juan, e tô ansiosa com a possibilidade de conhecer ele na Bienal do Rio desse ano!

Só posso dizer que leiam e eu espero muito que vocês sintam o que eu senti, riam e aprendam com esse personagem maravilhoso!!




Como o próprio nome já diz, Indestrutível é uma antologia LGBT+ que fala justamente sobre o fato de sermos indestrutíveis. Aborda toda a força e resistência dessas pessoas lindas e brilhantes que só querem amar e ser feliz à sua maneira sem sofrer por isso. É aquele clichê, imagina que bosta seria se todo mundo fosse igual em tudo né?!

Eu admito que chorei em muitas partes desta antologia e dei uma sofrida enorme pois é tão fácil se identificar com tudo isso, chega a ser surreal. Vale ressaltar que vários gêneros e sexualidades foram abordados aqui, isso também é um ponto positivo!

Como não dá pra falar de todos os contos, eu vou falar daqueles que mais gostei, que foram 4 contos, e a antologia tem 23 contos, vamo lá.

"A única coisa errada, que vejo em você, é deixar sua voz morrer e aceitar cegamente o que os outros pensam"


O primeiro conto que mais gostei e que me fez chorar MUITO foi “O Acompanhante”, escrito por Lamounier Soares, que conta uma história de libertação, de aprender ou aceitar o fato de que a pessoa que a gente ama foi tirada da gente por violência e fala também sobre a importância do “deixar ir” sabe? Realmente esse conto acabou comigo.

O segundo se chama “Repulsa” e foi escrito por Diego Durante, que conta a história de superação de uma mulher trans, e olha, que mulher, meu deus!!!

O terceiro se chama “A Princesa e a Fada” de Rebecca Jorge que, como já da pra ver, conta a história de amor de duas princesas infinitas!

O quarto se chama “Distopia” e foi escrito por Tiago da Silva e esse foi o dos que mais me matou por ser muito atual. Fala sobre uma prisioneira política que foi levada à uma espécie de campo de concentração por ser o que ela é, esse conto é uma carta dela pra nós, ela está prestes a ser executada e pede que nós tenhamos mais consciência.

Eu marquei como favoritos mais outros 3 contos, mas optei por não falar aqui se não ia ficar enorme e eu acabaria contando praticamente o livro todo!

Sharon McCutcheon, Unsplash

Eu gosto muito de ler livros dessa temática, porque eles mostram que nós não somos monstros, muito pelo contrário na verdade e que esse ódio que as pessoas tem com a gente é tão absurdo e tão sem fundamento que chega a doer. Lendo esses contos é praticamente impossível não se sentir tocado pela história e pela nossa força que, apesar de isso ser uma obra de ficção, nós todxs passamos por isso todo santo dia!! Esses dias me falaram que não sabiam como eu (que sou branca) e minha esposa (que é negra) ainda estamos juntas. Cada uma de nós sofre coisas bem diferentes, assumo que eu bem menos que ela em muitos aspectos, mas mesmo assim nossa força é tão palpável e a força das minhas amigas e amigos que todo dia passam por alguma situação complicada, é cada vez mais real.

Abordem, discutam esse assunto, não só sobre a comunidade LGBT, mas sobre minorias em geral, é um assunto que precisa ser falado e se juntar todo mundo, somos mais do que a suposta maioria.


Oi pessoal, tudo bem? Prontos para aquecerem o coração mais um pouco?

Hoje eu venho falar de um dos meus chick-lits favoritos, a Melancia. Eu sei que esse gênero ele é visto como algo pejorativo nesse universo dos livros mas eu estou aqui para garantir que vai muito além disso e espero que estejam de cabeça aberta a respeito do gênero. Tem um vídeo da Aione do minha vida literária que fala tudo bem direitinho. Mas vamos deixar de conversa e partir logo para resenha.



Livro: Melancia | Autor: Marian Keyes | Paginas: 490 | Editora:  Bertrand Brasil | Ano: 2003 | Tradução: Sônia Coutinho | Avaliação: 4 🌟

Sinopse: "Melancia" é um romance sobre a arte de manter o bom humor mesmo nos momentos mais adversos. Com 29 anos, uma filha recém-nascida e um marido que acabou de confessar um caso de mais de seis meses com a vizinha também casada, Claire se resume a um coração partido, um corpo inteiramente redondo, aparentando uma melancia, e os efeitos colaterais de gravidez, como, digamos, um canal de nascimento dez vezes maior que seu tamanho normal! Nada tendo em vista que a anime, Claire volta a morar com sua excêntrica família: duas irmãs, uma delas obcecada pelo oculto, e a outra, uma demolidora de corações; a mãe viciada em telenovelas e com fobia de cozinha; e o pai, à beira de um ataque de nervos. Após passar alguns dias em depressão, bebendo e chorando, Claire decide avaliar os prós e os contras de um casamento de três anos. É justamente nessa hora que James, seu ex-marido, reaparece. Claire irá recebê-lo, mas lhe reservará uma bela surpresa.

Em Melancia temos a nossa protagonista Claire, que no dia que dá a luz a Kate, descobre que seu marido tem um caso com a vizinha e que pede separação para viver com a mesma. Marian Keyes traz um misto de melancolia com alegria, superação e o encontro de si mesma e o amor próprio.

A autora conseguiu trabalhar bem quando o assunto é melancolia. Claire descobre sua traição e com ela um baby blues (depressão pós parto), um ponto onde o livro fica bem morno para a maioria das pessoas mas para mim  que passei pelo mesmo ( não digo da traição mas sim da depressão pós parto), senti que a autora foi muito feliz na narrativa. Ao nosso redor as pessoas sempre acham que estamos nas mesmices, sempre para baixo, com as mesmas reclamações e lamurias e talvez seja por isso que vejo resenhas e relatos  pontuando esses assuntos abordados como um dos pontos negativos. A Claire sendo taxada como a protagonista chata, negativa e tola. Mas acho que só quem passou entende... Eu me vi muito emotiva nessas partes e me identifiquei bastante.




Marian Keyes fez uma baita de uma construção de personagem em Claire, com seus passos, um de cada vez. E a família sempre ali presente, nem que fosse só ouvindo o desabafar da personagem, além de serem secundários bem trabalhos e bastante divertidos. Durante a leitura me senti acalentada por todas as atitudes da família com Claire diante da sua situação. Ela não passa só pelo pós parto e as transformações do corpo mas pela dor de uma separação junto com uma traição.


Outro ponto que quero destacar (perceberam que são muitos né? rs) e que isso é visto no gênero, ele trata dos problemas em geral das mulheres e seu dia a dia sendo a narrativa amadora e engraçada (isso não é uma regra). Nesse livro a autora faz um pontuação máxima  sobre o amor próprio. O quanto é mais fácil homens sempre culparem mulheres mesmo a traição partindo deles e que além de tudo para mulheres enxergarem que elas se bastam e nesse quesito foi lindo acompanhar a Claire.


Mas como um dos ingredientes que não faltam para o gênero que estamos falando é o belo romance clichê. Na transição de separação e o rumo que sua vida tomou, Claire conhece Adam e é ai que mais um assunto é abordado pela autora: aceitação do corpo.

*PS: Após o cap 19 (sim, falo isso para não perderem o gás na leitura) muita coisa muda.

Uns dizem que a obra é algo autobiográfico da autora mas sendo assim ou não, eu me emocionei, me vi naquelas paginas, chorei, sorri, fiquei feliz, com raiva hahaha vibrei e torci pelo crescimento da Claire e de todos a sua volta (menos para James). A narrativa é fluida e comovente e você se pega envolvida(o) pela trama. Apesar da linguagem utilizada, a autora tratou muito bem os assuntos levantados e já citados na resenha.

A serie conta com mais outros títulos como Férias, Los Angeles, Tem alguém aí?, Chá de Sumiço  e por ultimo o livro da Mamãe Walsh.
Se eu recomendo melancia? Recomendo e muito, mas não esqueça de ir com a mente aberta ❤

Espero que tenham gostado e boa leitura 😘❤



Autor: Guilherme Ribeiro de Brito
User: @GBR2015
20 Capítulos 
Nota: 4,5 /5 
Wattpad


Sobre o livro:
Levi Proofwell é um jovem autista que mora no que ele acredita ser um internato para garotos comum, fissurado em seus livros e dono de poucas palavras, nada mais parecia surpreendê-lo, até que lhe é colocado, pela primeira vez, um colega de quarto: Logan Shortcutt, que desafiadoramente o faz questionar tudo o que já havia sentido. Agora, Levi precisa aprender a lidar com esses novos sentimentos, ao mesmo tempo que descobre o poder das palavras que nunca disse.

Minha Opinião:

O que falar do livro, que acompanhei todas as postagens fielmente toda semana. Apesar de já “conhecer” o escritor desde o ano passado, e ter um livro dele em uma das minhas listas no wattpad, ainda não tinha lido nada dele, até que neste ano em um grupo do facebook me deparo com está sinopse e foi amor à primeira vista. Me encantei de primeira, já no primeiro capítulo lembro de ter indicado a amigos.
Um livro G que se passa na era vitoriana, com um personagem autista, não teria como eu não amar, foi o que me chamou atenção e encantou, confesso que demorou um pouco para eu sacar que a estória se passa em outra época. Em alguns momentos me lembrou Harry Potter, pois o internato onde Levi vive é divido em casas que dividem os alunos por características.
Levi foi deixado na porta do internato quando criança, e suas memórias mais antigas é justamente  a sua chegada no colégio, antes disso, nada, então tudo o que ele conhece e sabe, toda sua vivência, é/foi dentro das paredes da escola. Sempre sozinho, seja estudando, aulas particulares, apenas ele e o professor, enquanto os outros vão para a sala de aula normalmente, ele não, até mesmo no quarto, a única cama ocupada era a dele.
"E talvez o amor que os autores tantos descrevem no livros se resuma a isso; Àquele momento quando o ar parece travar em seus pulmões, quando tudo no mundo não parece importar tanto quanto aquele momento, quando por mais que você lute, não consegue negar o que sente."

Até que um dia ele foi chamada pelo Diretor que apresentou Logan, o seu mais novo e primeiro colega de quarto. O seu papel era apresentar a instituição, mostrar as regras e fazê-lo ficar na linha basicamente, e em troca, ele poderia voltar à estudar com os demais alunos.
Logan inicialmente parece frio, misterioso, pelo menos ao meu ver. O que faz Levi ficar curioso, ter certo interesse pelo rapaz. E aos poucos com seu jeito de ser vai se tornando amigo dele.
Em alguns momentos, Logan não entende certas atitudes dele, porém ele respeita e gosta da sinceridade do jovem. A estória é narrada em primeira pessoa, pela visão do Levi e de forma delicada ele narra a história da sua perspectiva, de alguém com autismo, mais especificamente a síndrome de Asperger.
"Ele não disse eu te amo, mas naquele momento sentia cada declaração amorosa, cada poema declamado nas noites frias, o frenesi de um homem que se joga na frente de uma bala para proteger sua amada; pude ler as palavras de seu amor conforme sua língua tocava a minha."

Nem tudo é o que parece,  e aos poucos, capitulo a capitulo, a verdade é revelada, a venda é tirada dos olhos. E começamos a entender algumas coisas, muito bem narrado, muito bem escrito. De uma delicadeza que mesmo as partes mais pesadas se tornam “suaves” é carregada de leveza e sentimento. Você sente, você entra na estória.
Confesso que adoraria que o passado do Levi fosse um pouco mais explorado, porém sei que esse não era o objetivo, e sim, o primeiro amor, a descoberta desse sentimento, não apenas isso. Uma das cenas mais bonitas e importante foi o Levi se descobrindo apaixonada, até pouco tempo ele nem sabia que dois homens poderiam se amar. E a cena do Levi se tocando pela primeira vez, pensando no Logan, se dando prazer e descobrindo novas sensações foi quase uma quebra de paradigma. Não foi escrita com a intenção de ser erótico, e ao meu ver é uma das cenas mais bonitas e importantes também.
            A partir desta sua descoberta, a estória se desenvolve mais, Levi começa a entender mais sobre ele, e sobre onde vive. Acaba fazendo amigos que contam tudo o que ele precisa saber, e sempre esconderam dele. Com essa informação ele pensa em fugir, em tirar Logan dali, daquele local que só faz mal a ele.
"Aperto meus dedos contra os de Logan e a sensação de nossos corpos unidos é a maior força que eu poderia pedir a alguém, pois afirmo com orgulho: - Você simplesmente sabe, senhor, porque, por mais que tantos tentem dizer que  o amor é errado, ele é o sentimento mais singelo que podemos sentir"

Não vou dizer mais nada sobre o livro se não vou contá-lo todo, como estou praticamente fazendo agora.  Só digo uma coisa, leiam, adicione a sua biblioteca no wattpad, pois não iram se arrepender. O livro é simplesmente perfeito, um dos meus queridinhos daqui em diante, e confesso que torço para que se ele virar um e-book ou quem sabe uma versão física o escritor possa acrescentar um epílogo de presente. Fora que também torço por um spin-off falando sobre os amigos do Levi e o que aconteceu com eles.

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Beijão, até a próxima
MaLê

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Quantos protagonistas gordos você conhece? Tanto em livros, quanto em filmes e séries? A Maria, do Reação Sincera, fez um projeto nesse mês de maio que foi super legal. Ela leu vários livros que são protagonizados por pessoas gordas; Eu acabei não participando porque a TBR tava lotada, mas achei legal fazer uma lista de livros e filmes protagonizados por pessoas gordas e devo dizer que o processo de pesquisa foi meio frustrante, é realmente muito difícil achar esses livros na internet e no Kindle Unlimited. Mas acho que eu consegui trazer uma lista legal, vamos lá então!



Ainda na infância, Cris construiu um castelo para proteger seu coração. Quando estava na terceira série, conheceu Pedro, um garotinho gordo, assim como ela. Juntos, os dois descobriram os encantos de uma infância no interior e sonharam em conquistar o mundo. 

Cris só não contava que seu castelo começaria a ruir por dentro, justamente pelas mãos de quem ela permitiu que entrasse. A mulher que conta essa história já não é mais a mesma garotinha destemida de antes. Uma amizade, uma bicicleta rosa e uma música roubada mudaram tudo. 20 anos se passaram e Cris deseja se vingar. Mas de quem e por quê?


Primeiro livro com protagonista negra e gorda que eu li na vida, a história é sensacional e tem resenha aqui no blog e o livro ta disponível no Kindle Unlimited também!!



Eleanor & Park é engraçado, triste, sarcástico, sincero e, acima de tudo, geek. Os personagens que dão título ao livro são dois jovens vizinhos de dezesseis anos. Park, descendente de coreanos e apaixonado por música e quadrinhos, não chega exatamente a ser popular, mas consegue não ser incomodado pelos colegas de escola. Eleanor, ruiva, sempre vestida com roupas estranhas e “grande” (ela pensa em si própria como gorda), é a filha mais velha de uma problemática família. Os dois se encontram no ônibus escolar todos os dias. Apesar de uma certa relutância no início, começam a conversar, enquanto dividem os quadrinhos de X-Men e Watchmen. E nem a tiração de sarro dos amigos e a desaprovação da família impede que Eleanor e Park se apaixonem, ao som de The Cure e Smiths. Esta é uma história sobre o primeiro amor, sobre como ele é invariavelmente intenso e quase sempre fadado a quebrar corações. Um amor que faz você se sentir desesperado e esperançoso ao mesmo tempo.



Especialmente para os fãs de John Green e Rainbow Rowell, apresentamos uma destemida heroína e sua inesquecível história sobre empoderamento feminino, bullying, relação mãe e filha, e a busca da autoaceitação. Sob um céu estrelado e ao som de Dolly Parton, questões como o primeiro beijo, a melhor amiga, a perda de alguém que amamos demais e "estou acima do peso e ninguém tem nada com isso" fazem de Dumplin' um sucesso que mexerá com o seu coração. Para sempre.
Gorda assumida, Willowdean Dickson (apelidada de Dumplin' pela mãe, uma ex-miss) convive bem com o próprio corpo. Na companhia da melhor amiga, Ellen, uma beldade tipicamente americana, as coisas sempre deram certo... até Will arrumar um emprego numa lanchonete de fast-food. Lá, ela conhece Bo, o Garoto da Escola Particular... e ele é tudo de bom. Will não fica surpresa quando se sente atraída por Bo. Mas leva um tremendo susto quando descobre que a atração é recíproca.
Ao contrário do que se imaginava – a relação com Bo aumentaria ainda mais a sua autoestima –, Will começa a duvidar de si mesma e temer a reação dos colegas da escola. É então que decide recuperar a autoconfiança fazendo a coisa mais surreal que consegue imaginar: inscreve-se no Concurso Miss Jovem Flor do Texas – junto com três amigas totalmente fora do padrão –, para mostrar ao mundo que merece pisar naquele palco tanto quanto qualquer magricela.



Essa série eu achei bem interessante. Eu não li nenhum dos livros, mas achei a premissa de todos eles bem legais e uma amiga minha já leu e disse que são ótimos, as sinopses de cada um, vou deixar aqui nos links com os nomes dos livros. E detalhe, a maioria deles tem no Kindle Unlimited e parece que tem bem mais dessa série e a autora também escreve bastante sobre isso.

Tamanho não importa
Tamanho 42 e pronta pra arrasar
Tamanho 44 também não é gorda





Empoderamento define. É por isso e a partir daí que a história de Nina — e de Nico, de Marcela e de Noah — existe. Nina não é uma mulher de tipos. E não apenas por causa dos seus noventa e dois quilos. Nina tem atitude e amor-próprio. Talvez não nessa ordem, mas quem se importa? Ao namorar Marco, ela achava que estava subindo mais um degrau rumo ao topo de sua autoestima. É claro que alguns sinais lhe alertavam do contrário, só que o ego pode ser bastante ensurdecedor quando nos convém. Depois de se dar conta da farsa que era o seu relacionamento, Nina deixa sua vida em São Paulo e parte rumo a Buenos Aires, para um mês regado a argentinos sedutores e muito doce de leite. Ela só não esperava que o país dos hermanos pudesse lhe trazer muito mais do que uns quilinhos extras.

Thati é maravilhosa, conheci ela recentemente e já tô apaixonada querendo ler tudo dela! Ela tem vários livros com protagonistas gordos e, pelo que eu vi, todos os livros dela estão disponiveis no Kindle Unlimited



Uma jovem construindo uma jornada incrível de autoconhecimento, aceitação e empoderamento, enquanto descobre seu lugar no mundo Maitê Passos é uma garota linda, de dezessete anos e mais de cem quilos. Ela passou a infância e a adolescência sendo resumida ao peso. Mas e quando é justamente esse o fator que pode mudar completamente a sua vida? Em meio ao turbilhão do ensino médio, com uma mãe obcecada por dietas, um crush antigo por Alexandre, o cara mais gato da escola, e uma amizade deliciosa com Isaac, fotógrafo amador, Maitê vai descobrir que não precisa ser igual a todas as outras meninas para ser feliz.

Esse tem no Kindle Unlimited também!!







A série conta a história de Deb Dobkins (interpretada por Brooke D'Orsay no episódio piloto e em flashbacks), uma fútil aspirante a modelo que morre em um acidente de carro. Ao chegar ao céu, descobre que está zerada: sem pecados e sem boas ações. Inconformada, aperta "return" no computador do anjo Fred (ator convidado Ben Feldman) e acaba no corpo da advogada que sofre com excesso de peso: Jane Bingum (Brooke Elliott), que estava na mesa de cirurgia, após levar um tiro dentro de seu escritório.
A princípio inconformada, Jane vai se acostumando ao novo corpo fazendo uma junção da sensibilidade da modelo com a inteligência da advogada. As únicas pessoas que sabem sobre ela são sua melhor amiga, Stacy Barnett (April Bowlby), e Fred, mandado para a Terra para ser seu anjo da guarda.
Com um novo corpo e uma nova vida, Jane terá que conviver com os colegas de trabalho que pertenciam a verdadeira Jane: a assistente pessoal de Jane, Terri Lee (Margaret Cho), que acaba se tornando além de sua amiga, também sua fortaleza; a rival de Jane, Kim (Kate Levering), uma advogada esnobe que detesta Jane; o chefe mulherengo de Jane, J. Parker (Josh Stamberg) e o grande amor da sua vida quando ainda era Deb, Grayson (Jackson Hurst).


Mike é um policial que se apresenta em uma reunião dos Comedores Compulsivos Anônimos e conhece Molly, uma professora primária, por quem ele se apaixona e juntos começam sua jornada para perder peso. 
Tem 6 temporadas até agora e pelo que eu vi, é bem despretensioso mesmo e bem gostoso de ver, porque é bem engraçado. 







Rae, uma jovem inglesa de 16 anos, sofre de excesso de peso e relata em seu diário sua experiência em lidar com o próprio corpo, seus relacionamentos com amigos e sua mãe.
Pelo jeito, esse também tem livro, então temos uma dica ai que é dois em um!!





Bom, essas foram as minhas dicas, espero que vocês tenham gostado, e deixem ai nos comentários se vocês já conheciam os livros e séries que eu indiquei e, como eu sei que tem mais um monte por ai que eu não citei aqui, fique a vontade pra fazer a sua listinha de livros, séries e filmes protagonizados por pessoas gordas!!!