No mês do orgulho LGBTQIA+ a Editora Resistência lançou uma coleção de livros que se chama Todas as Letras do Arco-íris. E digo que, dificilmente algo vai me surpreender e me deixar tão feliz no segundo semestre do ano quanto essa coleção. Eu já fiz vídeo no Igtv de todos eles, mas vim falar sobre eles aqui, vou deixar o link pra vocês lerem pelo Kindle Unlimited e meu vídeo aqui também. 

E também aproveitei pra conversar com todos os autores e perguntei o que levou eles a escrever sobre o que escreveram. Pega seu café, seu chá, e vamo conversar sobre nossas cores!



Livro L - O centro de Todo o Caos - Marina Feijóo




No auge de uma crise depressiva, a protagonista, sem nome e sem endereço, decide tomar atitudes drásticas: fugir para outro estado e cortar todos os seus laços. Após seis meses no Rio de Janeiro, ela se vê obrigada a voltar para suas raízes paulistas, só que não esperava retornar e notar que o mundo continuou girando na sua ausência.

Sem conseguir encontrar suas amigas ou família, ela se une à ex-namorada para tentar reconectar os pedaços do passado e entender o que aconteceu com suas pessoas queridas. E, no meio dessa jornada indesejada, ela começa a juntar seus próprios cacos, em um processo árduo de encarar as consequências de seus atos.

Gatilho: Depressão, suicídio. 

“O Centro de Todo o Caos surgiu em meio ao meu próprio caos particular. Foi um reflexo do momento que eu estava vivendo e que precisava de um encerramento. Eu escrevi essa novela porque eu precisava ouvir a mensagem ela tinha a passar e sabia que outras pessoas também precisavam. Foi uma forma de reorganizar meus sentimentos, fazer a paz com o fantasma que me acompanha e entender que é preciso continuar. Saúde mental é um tema muito negligenciado e, quando é tratado, muitas vezes beira o sensacionalismo. Representações de transtornos feitas com responsabilidade e empatia são muito necessárias, para ajudar as pessoas a se situar e buscar ajuda. Isso tudo foi o que gerou essa novela.”





Livro G - O terno Laranja - Lito Garcia




Depois da queda do antigo regime, o país passou a ser governado por cinco famílias ricas e poderosas, os patriotas. Enquanto o resto da população ficou dividida entre miseráveis e servos.

Brás não é um patriota. Junto com a mãe, ele serve a família de Pedro, sem questionar e nem ver o mundo ao redor. Dentro da mansão, Brás crê fazer parte do meio da pirâmide e, ao se apaixonar pelo herdeiro de uma das famílias mais poderosas do país, passa a acreditar que pode ser aceito no topo.

Mas Brás não está no meio. Ele está na base. Junto com os miseráveis.

Brás será capaz de escalar todos os degraus rumo ao topo, para ficar ao lado de Pedro? Será que os patriotas aceitariam ali alguém que sempre esteve na base?

“Foi muito difícil trabalhar com um personagem como o Brás, cada pensamento, cada atitude e a motivação do personagem são detalhes que me incomodam muito. A minha literatura sempre foi feita para retratar a realidade, mesmo num conto distópico como este. E a realidade é que ainda não nos olhamos como irmãos, como iguais. Nossas diferenças gritam, falam mais alto. Simplesmente ignoramos a dor do outro, a vivência alheia e os anseios. Por muitas vezes, a sociedade ao nosso redor se torna invisível e desfilamos com nosso protagonismo, como se não houvesse mais ninguém no mundo.
O terno laranja é um pedido de socorro, um grito, talvez para mim, talvez para o mundo. Precisamos parar de focar mais no eu e darmos mais foco para o nós. Todos podemos vencer nossas lutas sozinhos, mas quando temos a ajuda do outro, tudo se torna um pouco mais fácil.”




Livro B - Quando Fernando Morreu - Beatriz Lúcio 




Virgínia amou Fernando por quase vinte anos de sua vida. Ele era seu companheiro. Seu marido. Seu amante. O pai de sua filha. Com a morte dele, tudo desmorona. Os alicerces que a mantinham segura caem por terra. Antigos medos retornam para atormentá-la. Enfrentar um dia após o outro parece impossível, quando não se consegue enfrentar nem o que você realmente é.

“Para esse projeto eu queria escrever algo com propriedade. Algo que eu pudesse transmitir conhecimento de causa, sabe? Acho que a bissexualidade precisa ser abordada de forma real. A invisibilidade que nós sofremos já é muito grande, então, quando vi essa oportunidade, quis fazer algo que abordasse grandes problemáticas que enfrentamos e também desse alguma esperança para as pessoas.” 




Livro T - Encontre Joana - Amanda Or e Fabrício Fonseca




Ariel tem um poder especial: é capaz de sentir aquilo que outras pessoas estão sentindo. Um dia, acorda com um medo profundo de algo que não sabe explicar, o que sabe é que aquele sentimento pertence ao seu amor de infância, que saiu de sua vida há mais de dez anos.

O misto de emoções terríveis da outra pessoa, faz Ariel se empenhar em uma busca incansável, na esperança de não chegar tarde demais

Joana tem uma pequena lista de seus maiores medos: ser morta e ser expulsa de casa, que talvez sejam os medos de toda travesti brasileira, vivendo no país que mais mata pessoas transexuais no mundo.

Quando se vê frente a frente com um deles, ela se vê jogada na rua, sozinha, sem dinheiro e com fome. Mas o pior ainda estava por vir.

Porém, uma busca incansável pode mudar os rumos da vida de Joana e impedir que o outro medo que ela tem se realize.

Uma história sobre ser, sentir e se importar. 

“A motivação veio pela vontade de criar uma história que desse voz a vivências tão ignoradas e também mostrar que é possível vencer quando a sociedade diz que você não deve nem mesmo tentar. Foi uma forma também de derramar a dor que tínhamos dentro de nós e mostrar que ela pode se tornar um pouco de paz!”





Livro Q - Arquipélago do Mistério - Ana Luísa Ricardo 




Ash queria ser, sem rótulos ou checklists. Não “ele” ou “ela”. Apenas Ash. Mas o mundo, constantemente, se incomodava com isso, oprimindo seu verdadeiro Eu e obrigando Ash a caber dentro de um molde social.

Depois de tanto tempo ouvindo quem era ou deveria ser; depois de sofrer perseguições na escola e em casa; depois de não saber lidar com o sentimento que crescia em seu coração, Ash começou a duvidar de si e a fazer uma pergunta recorrente: Quem sou eu?

Um mergulho no mar, um arquipélago misterioso e um mapa foram os elementos necessários para que Ash descobrisse, através de uma viagem fantástica, a resposta para esse questionamento existencial que rondava seus pensamentos mais profundos.

Gatilho: Pensamentos suicidas

“A Maria havia me falado sobre o projeto e me convidou a participar, mas me avisou que todas as letras haviam sido escolhidas, exceto uma: Q. Eu nunca tinha ouvido falar sobre o que era essa letra e descobri que era uma letra complexa sobre a Teoria Queer. Apesar do desafio e de eu não ser LGBT, decidi estudar sobre o tema e escrever o conto. Eu já estava pesquisando bastante sobre O mapa da alma, do Carl Jung, por conta do álbum do BTS. Então, juntei essa teoria do Jung com a Queer e surgiu o conto. Eu acredito muito nessa teoria, ela vai de encontro ao meus ideais de que almas não têm gênero, portanto, podemos nos identificar de várias formas possíveis e não existe certo ou errado. Existe um padrão, mas é imposto por uma sociedade e não necessariamente precisa ser seguido. Isso me motivou a escrever o conto, para mostrar que as almas são mais complexas do que um duologia de gêneros padronizados.”





Livro A - Os Caçadores de tempestade - Lais Lacet



Zepelins e tempestades são comuns na Nova Era, assim como as crianças levadas para trabalhar nas nuvens, responsáveis por captar a eletricidade dos raios.

Tifa foi uma dessas crianças.

Desde que tomou o Oyá, ela fez da libertação dos outros sua missão e junto a Nico e Nadira trouxe escolha para diversas crianças. Porém, cinco meses atrás, Nico foi capturado em uma operação em Argel e a capitã não se permite descansar enquanto não salvá-lo.

É loucura, ela sabe, e Tifa pode pôr tudo a perder. Mas às vezes a luta também é sobre resgatar os seus e sobreviver outro dia.

Como a maior parte das minhas histórias, Caçadores de Tempestade nasceu “do nada”, ao menos a parte da premissa. Quando escrevo eu costumo pensar primeiro no mundo para depois montar os personagens e eu tava no Twitter quando apareceu uma pergunta do tipo “se você estivesse preso na última música que ouviu, onde estaria?” e eu tava escutando Thunderclouds, de LSD. Na hora eu brinquei que estaria numa kombi voadora caçando tempestades.Depois disso veio a Maria com a proposta do Todas as Letras do Arco-Íris e eu sempre quis uma personagem ace. Como alguém que está na escala cinza, raramente vejo personagens com os quais posso me identificar e é até difícil falar sobre por eu estar em um relacionamento há alguns anos… Eu comecei a juntar uma ideia com a outra e a Nova Era foi se formando. Eu rabisquei o roteiro basicamente no dia seguinte e fui acrescentando as ideias à medida que vinham, quando finalmente pude escrever, a história fluiu muito rápido.Acho que no fundo eu escrevi a Tifa por desejar uma personagem assexual que estivesse um relacionamento estável, mas eu não queria focar no romance, ou na descoberta, ou em qualquer coisa. Encarar pessoas LGBT+ como somente isso é um reducionismo que me incomoda e muito, especialmente dentro da literatura e outras mídias. Cheguei a comentar que escrevi ela pela necessidade de ver mulheres protagonistas cujo romance não é mais que sub-secundário, a gente é criada na ideia de completude pelo amor romântico.






Livro + -Todas as Cores do Benfica -  Maria Eduarda Duarte 




Na capital cearense, o Benfica brilha as sete cores. Naquela noite de 17 de maio, as pessoas param e uma certa sigla se diverte para celebrar o que há de mais importante: o amor. Próprio ou não, aquele sentimento reluz o arco-íris que há em cada um.

Porém, uma parte, um símbolo, ainda teme a invisibilidade: +, tão distinto e plural quanto seu significado. Estará ela sozinha? Passado durante uma festa de comemoração, "As cores do Benfica" é um conto sobre o quê, porquê e para quê (r)existimos.

“Eu era nova quando descobri que havia algo de estranho em mim. Não errado, só... diferente. Eu tinha 16 quando descobri que não me encaixava em lugar nenhum. Nem aqui, nem lá. Eu não era hétero, mas minhas cores - minhas letras - não se encaixavam naquele mundo. De onde eu vim? Quem eu era? Escrever As Cores do Benfica veio de um desejo de se encontrar, no bairro LGBT da cidade em que moro, a personagem, +, se encontra perdida a procura de seu espaço. Ela observa todos os outros, mas não se mescla. Procurei coragem para escrever sobre algo que vai muito além de mim, é sobre sociedade. É sobre quem nós somos, como nos tratamos e, principalmente, do que somos feitos: de amor.” 






Com falei anteriormente, dificilmente algo vai me surpreender e me deixar tão feliz quanto essa coleção. Nos tempos que estamos vivendo cada vez mais se torna necessário ter gente como esses autores, que tenham coragem de escrever e mostrar a realidade e jogar luz na nossa existência, na nossa luta. Fica aqui o meu mais sincero obrigada a todos os envolvidos, de verdade mesmo, vocês merecem o mundo! Obrigada por isso!

Olá brilhinhos como é que cês tão por aí? Tudo beleza? Fim de semana chegando e hoje eu vim falar sobre dois contos que li esses dias do autor Pedro Fontes e que, sinceramente, acabaram comigo. Eu realmente fiquei de queixo caído com esses contos, eu literalmente li numa sentada só, até porque não dá pra parar de ler. Bora lá então.



“Alguém Matou Meu Pai” foi o primeiro conto que eu li e depois disso, tô ávida por mais. Bem, aqui temos a história de Artur, um moço normal, estagiário, tem uma casa legal e tudo essas coisas, porém tudo começa a desandar quando ele começa a ver uns vultos e a ter uns sonhos estranhos onde uma pessoa aparece. Um dia, na rua com o seu melhor amigo ele vê uma cartomante (ou algo assim) que alega saber quem está perturbando Artur; mesmo resistindo, ele fala com essa mulher e descobre que a pessoa que tá atormentando ele é o pai. Porém, o pai dele já morreu faz um tempão.

Eu adorei esse conto, pelo que eu sei, ele é o primeiro de uma série de contos de terror que o Pedro tá escrevendo e todos eles abordam temas polêmicos, fobias, segredos, coisas assim. Quando acabei de ler, eu mandei um áudio ENORME pro Pedro, sorte que ele escutou e ainda conversou comigo kkkkk





“Segredo Perfeito” conta a história de Arkin e Alaric, irmãos gêmeos mas um dos irmãos desaparece misteriosamente e o outro fica lá sofrendo e tal, mas um dia, o irmão que sobrou, que construiu toda a sua vida, começa a ser assombrado por alguma coisa e começa a ter umas atitudes meio estranhas, coisa que ele odiava ele começa a fazer é isso começa a despertar a inquietação de quem o cerca. Até onde você iria por amor??

Esse conto me tirou o fôlego e eu dei um berro quando acabei, eu fiquei toda tremendo, toda surtada e mandei 5 áudios enormes pro Pedro e eu realmente não sabia o que eu tava falando, eu só sabia falar e falar e pedir socorro e falar “EU NÃO ACREDITO QUE ISSO ACONTECEU!” Realmente surreal. 

Bom, essas foram as dicas de leitura pro fim de semana, os contos que eu citei aqui estão disponíveis para leitura gratuitamente através desse link na plataforma Sweek. Espero que vocês tenham gostado e se preparem que tem muito mais coisa do Pedro vindo aí e vocês vão me ouvir falar muito dele por aqui ainda!! 

Beijos e brilhos e até o próximo post!! 

Olá brilhinhos como estamos hoje? Tudo bem por aí? Por aqui tá tudo beleza e até abriu um solzinho!

Bom, tá certo que a gente já passou da metade do ano, mas antes tarde do que nunca né?! Eu, a Carol e a MaLê nos juntamos pra fazer um post falando sobre os melhores livros que a gente leu até agora, mas só poderiam ser contadas leituras até o mês 6. Pra conferir a resenha (ou a sinopse, caso não tenha resenha)  do livro, é só clicar no título! Bora lá então.

TOP 5 DA UNICÓRNIO!



Rumo ao sul - esse lançamento da faro foi uma surpresa bem vinda, foi o primeiro livro que eu resenhei lá pro blog da Bia e eu amei o livro! Ele tem uma mensagem bem legal sobre aceitação e família, eu fiquei MUITO emocionada no livro todo, foi uma leitura surreal.

O Nome dele é Erick - Esse livro eu também recebi pra resenhar no blog da Bia e essa história é realmente um grito de liberdade e esperança pra comunidade LGBTQIA+! Acabei o livro com um quentinho no coração.

Antologia Resistência - nem preciso falar nada né?! Eu tava MUITO ansiosa pra ler esse livro e ele superou todas as expectativas que eu tinha! Simplesmente fantástico. Uma reunião de autores que falam sobre (r)existir e é emoção e tiro um atras do outro!

À Sombra do Jatobá - Super mega favoritado! Um recebido sem igual, que vou levar pra mim e pra minha vida pra sempre. Uma história de superação, de resiliência, de luta e de mostrar que nem tudo é o que aparenta ser, com referências divinas e uma trama magnífica, um total de zero defeitos. (Ele foi tão favorito que tá na lista da Carol também)

Querido ex - não poderia deixar de falar da minha poc preferida né?! Uma grata surpresa! Um livro de cartas para o ex que mexeu com a minha sanidade mental, ao mesmo tempo que eu tava rindo eu tava chorando e foi sensacional! Que leitura!



TOP 5 DA FADA!



1- Á sombra do jatobá: que livro impactante!! Ele mexe com toda as suas emoçoes e bota à prova sobre os reflexos da sociedade e deixo muito enfatizado o quanto esse livro é necessário para as escolas e para que todos conheçam a verdadeira face do que foi a epoca da escravidão aqui no Brasil. R.C Maschio pode contar comigo para tudo sempre!


2- O conto da aia- Foi um livro dificil de digerir, não digo por ser uma distopia e ele ser mais arrastado por conta da ambientação de toda nova sociedade e mundo mas sim a trama. E o quanto é palpavel todo aquele enredo.


3- Amor&Gelato: Que viagem incrivel eu fiz para a Italia. Ver o crescimento de Carolinna nesse livro me trouxe um quentinho gostoso no coração ainda mais pela fase que estava passando na epoca no livro.


4- O Som de um coração vazio: a melhor troca no skoob do meu ano hahahaha Graciela foi muito feliz na maneira que construiu os personagens fora os assuntos abordados nesse livro que ela não pecou em nada.


5- Um perfeito Cavalheiro: e para encerrar essa lista eu não poderia deixar de lado o meu romance de epoca favorito. E como falei antes, não é apenas por ser inspirado em Cinderela e vai além disso. Julia Quinn se supera nesse livro além da quebra de padrões.


TOP 5 DA PÔNEI!



1 - Amor e Preconceito - Paloma White, eu simplesmente devorei esse livro, e mostra que as vezes o preconceito está mais em nós mesmo.


2 - O melhor amigo do noivo - Mateus Mayumi, inspirado num clássico das comédias românticas, não tinha como não gostar.


3 - Palavras não ditas - Guilherme Ribeiro de Brito, juntou duas coisas que gosto, livro homo e era vitoriana.


4 - Os Brutos também amam - Rosa Martine, estava procurando um livro e acabei achando este, surpreendente.


5 - O vizinho valentão - Isabela Gonçalves, um livro que me apresentou um universo, e me encantou com os personagens.



Oi oi leitores hoje vim super animada dividir com vocês essa leitura que me surpreendeu muito e me envolveu de uma maneira que eu realmente precisava pra pegar ritmo nas leituras.

O livro é A Fortaleza: Mundo sombrio da autora Day Fernandes ele possui 358 páginas aah e antes que eu me esqueça a autora é brasileira, então aproveito pra pedir pra todos vocês que valorizem nossos autores nacionais.



Eu consegui finalizar a leitura em dois dias porque a escrita da autora me envolveu tanto que ficou difícil largar esse livro, parei todos os outros e não consegui deixar de pensar o que ia acontecer com os personagens, então já fiquem cientes de que após iniciar a leitura você entrará automaticamente na Fortaleza!

O livro se passa em 2070 e adivinhem? Nós humanos conseguimos destruir a terra, é isso aí os humanos destruíram totalmente a superfície terrestre após uma guerra nuclear os sobreviventes passaram a habitar complexos subterrâneos chamados de Fortalezas, se você acha que a partir daí as pessoas iam se unir, você se enganou completamente. Poder é algo que o ser humano não consegue abrir mão e na fortaleza n°7 isso não foi diferente, as pessoas passaram a ser classificadas e divididas em grupos, Camille desde pequena sobrevive com o medo, sacrifícios e as sombras com isso aprendeu com pai a se defender e mais cedo que ela imaginou assumiu a posição do pai como líder no grupo dos rebeldes.

Os rebeldes lutavam contra o governo criado na Fortaleza e durante uma missão de resgate, Camille salva a vida de um homem estranho que muda completamente o destino dela e de toda raça humana, o que esse homem esconde que pode mudar o destino das pessoas?

 Confesso pra vocês que cada personagem foi super bem construído, teve guerra, brigas, lutas por sobrevivência, perda de personagens que apertaram o coração e com isso me senti uma rebelde lutando ao lado de Camille.



Você já imaginou viver em uma Fortaleza subterrânea, sem poder ver a luz do sol, e nem conseguir mais se lembrar de como é um céu cheio de estrelas? É realmente difícil de imaginar. Os personagens possuem uma importância enorme no enredo e cada um tem algo a acrescentar eu já imaginei os casais, vou confessar aqui que eu shippei um casal!!! 

Que estória maravilhosa, e o final esse finaaaaaaal me matou de ansiedade sabe porque? Tem continuação e eu quero saber o que vai acontecer com as pessoas, ah é quase me esqueço de dizer que a humanidade não sobreviveria na Terra, pois ela se tornou um planeta inabitável e agora? Querem saber o que Camille e seus amigos tiveram que fazer? Pra onde tiveram que ir e se vão sobreviver? Então eu só lhes digo uma coisa... Eu também quero respostas pra todas essas perguntas! 

Foi um livro muito gostoso de ler e como disse a Bia, digo a vocês dou cinco estrelas fácil e acho poucas ainda, pois se emocionar, soltar palavrões, se sentir correndo perigo com cada personagem, torcer por eles e ficar triste com o final da leitura isso só acontece quando o autor conseguiu te incluir no enredo sem ao menos conhecer você ou saber que você estaria lá, então vamos aplaudir de pé essa obra e torcer para que a outra possa sair logo!

É isso aí pessoal, já leram A Fortaleza ou algum livro da Day Fernandes?
Comenta aí algumas dicas para que eu possa me empolgar tanto quanto nessa leitura e até mais!


Autor: Mateus Mayumi
User: @MateusMayumi24
32 capítulos + Epilogo
Nota: 4,5 de 5

Sobre o livro:

               Quando tinha 18 anos Adalberto Rangel (Beto) ficou completamente bêbado em sua festa de formatura do ensino médio. Desorientado acabou se metendo em uma briga, onde quase apanhou. Só não apanhou porque foi salvo por seu colega de escola Rafael Tavares (Rafa). Mas o que Adalberto não sabia naquela época era que Rafael é gay, e só o salvou porque estava completamente apaixonado por ele.

               Paixão que morreu ao longo dos anos a medida que Rafael aceitou que Adalberto só o via como seu melhor amigo.

10 anos se passaram.

               Beto agora é o dono do escritório de advocacia Rangel & Associados, fodidamente gostoso e muito mulherengo ele foge de relacionamentos sérios.

               Já Rafa acabou de ser promovido como um dos principais colunista do jornal onde trabalha. Ainda um romântico incurável vive procurando seu príncipe no cavalo branco, mesmo que sua delicada beleza só atraia homens interesseiros e cafajestes.

               Beto e Rafa criaram sua própria rotina, onde cada um sabe exatamente as manias e vontades um do outro. Mas essa rotina é quebrada quando Rafael tem que passar um mês na Argentina à trabalho.

               Totalmente sozinho Beto vai ter que lidar com a falta que o amigo faz, então começa a perceber que seus sentimentos são mais fortes do que apenas saudades.

               Beto está decidido a "ficar" com Rafa quando ele voltar, mas vê sua chance ser estragada por Natanael Junior, um famoso nadador argentino. O príncipe no cavalo branco que Rafael tanto esperou. Agora seu noivo. A coisa só piora quando Rafa o convida para ser padrinho de seu casamento.

               Agora O Melhor Amigo do Noivo terá que lutar contra todas as chances para provar que é digno do amor de Rafael. O que ele não esperava era se meter em tantas confusões.

               Beto conseguirá novamente a chance que deixou escapar? E Rafael? Está disposto a arriscar o relacionamento que sempre procurou por uma antiga paixão?

Minha Opinião:

Livro inspirado no filme O melhor amigo da noiva, um clássico das comédias românticas, e dos filmes da sessão da tarde, atire a primeira pedra quem nunca assistiu ou já ouviu falar dele, um dos filmes que mais gosto, pois como O Casamento do Meu Melhor Amigo, sempre achei minha cara descobrir que estou apaixonada por alguém quando for tarde demais. Mas deixando de lado os filmes, vamos falar desse livro que achei por acaso e me conquistou logo de cara, não preciso dizer nem o porquê.
            Assim que vi a capa, o título e li a sinopse já me encantei e sai indicando para os amigos. É inspirado no filme, muitas coisas fazem lembrá-lo, entretanto se passa no Brasil e em vez de ter um belo escocês, temos um nadador argentino que é um príncipe, ou pelo menos é assim que Rafa o vê.
            Dizem que só damos importância aquilo que temos quando perdemos, aparentemente isso é uma grande verdade. Quando Rafael Tavares teve que se ausentar por um tempo por causa do trabalho. Beto começa a perceber o quanto o seu mundo se torna menos colorido, sem graça e que tudo praticamente rodava em torno de Rafa, o seu melhor amigo desde o dia que foi salvo por ele. Apesar de Adalberto Rangel ser um galinha, não ligar para compromisso, o extremo oposto de Rafael que sempre sonhou em se casar, eles se completavam, se complementavam.
Confuso e sem entender o que está acontecendo consigo, Beto pede ajuda a seus amigos, que foram os responsáveis por tirar as vendas dos olhos dele e mostrar que ele sempre foi apaixonado, e todo aquele ciúme que ele tinha não era apenas cuidado como ele dizia para se mesmo, não era apenas medo de perde um amigo, era mais.
Porém todas as suas expectativas caem por terra quando Rafael Tavares aparece com o noivo argentino a tira colo e o convida para ser o seu padrinho de casamento, casamento este que, ocorreria em poucos meses, na Argentina, e de lá não voltaria mais.
       A partir daí, surge a operação apelidada de roubar o noivo, e muita confusão o aguarda, pois ele precisa ser o melhor padrinho, e prova para Rafa que mudou, que o ama e que merece uma chance.
      Não será fácil, teremos muito drama, risadas, choraremos em algum momento provavelmente, talvez vocês fiquem balançados em algumas cenas, com duvidas sobre com quem Rafael Tavares merece ficar. Mas lembrem-se, essa é uma estória de amor, um final feliz aguarda a um casal, e um não tão feliz para o outro que sobrar, mas é a vida, e a ficção.
            Um livro doce e apaixonante, um clichê que não saiu de moda, uma escrita fluida, que não deixa a desejar e só te faz se apaixonar mais e mais, então, o que está esperando que ainda não foi ler e conferir se é tudo isso que estou dizendo, em?
"Então se beijaram, fazendo o coração de todos que assistiam a cena se derreter. O beijo era firme, quente, cheio do amor e da devoção que tinham um pelo outro"
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Beijão, até a próxima
MaLê

Oi pessoal, tudo bem? Aqui quem fala é a Carolinda (risos) a colunista do resenha de unicórnio 🤗 eu mexma a Fada redatora hahahaha

Toda semana eu vou vir aqui aquecer o coração de vocês com os meus últimos romances lidos. Mas é romance como um todo, desde os Chick lits até os romances de época, dos Y.A aos romances hots (tutu pon) ☻

E para começar com o pé direito essa semana, eu trago a resenha de Um perfeito cavaleiro. 
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Livro: Um perfeito cavaleiro | Autora: Julia Quinn | Páginas: 304 | Editora: Arqueiro | Ano: 2014 | Traducao: Cassia Zanon | Avalição: 5🌟 + 🧚🏻‍♀️




Sinopse: Sophie sempre quis ir a um evento da sociedade londrina. Mas esse é um sonho impossível. Apesar de ser filha de um conde, é fruto de uma relação ilegítima e foi relegada ao papel de criada pela madrasta assim que o pai morreu. Uma noite, ela consegue entrar às escondidas no baile de máscaras de Lady Bridgerton. Lá, conhece o charmoso Benedict, filho da anfitriã, e se sente parte da realeza. No mesmo instante, uma faísca se acende entre eles. Infelizmente, o encantamento tem hora para acabar. À meia-noite, Sophie tem que sair correndo da festa e não revela sua identidade a Benedict. No dia seguinte, enquanto ele procura sua dama misteriosa por toda a cidade, Sophie é expulsa de casa pela madrasta e precisa deixar Londres.

O destino faz com que os dois só se reencontrem três anos depois, Benedict a salva das garras de um bêbado violento, mas, para decepção de Sophie, não a reconhece nos trajes de criada. No entanto, logo se apaixona por ela de novo. Como é inaceitável que um homem de sua posição se case com uma serviçal, ele lhe propõe que seja sua amante, o que para Sophie é inconcebível. Agora os dois precisarão lutar contra o que sentem um pelo outro ou reconsiderar as próprias crenças para terem a chance de viver um amor de conto de fadas. Nesta deliciosa releitura de Cinderela, Julia Quinn comprova mais uma vez seu talento como escritora romântica.

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🗣Um perfeito cavaleiro é o terceiro livro da série os Bridgertons (melhor família) da Julia Quinn. Dos 3 lidos até agora, esse é o meu preferido. A autora deu uma cara nova para a história da Cinderela e eu sou muito suspeita pra falar no assunto Cinderela. É um dos meus contos favoritos da vida e ver essa recontagem nas palavras de Julia Quinn me trouxe esse quentinho no coração que há tempos não sentia e confesso que estava sentindo falta.

🗣 Falando um pouco da trama, nós temos Sophie. A filha bastarda de um Conde, que apesar de nunca ter assumido (mesmo não sendo segredo para ninguém), a criou em sua casa dando conforto e educação. Mas isso não dura muito tempo, pois seu pai finamente casa e sua madrasta e novas irmas postiças não são lá muito agradáveis além de que a madrasta não aceita viver no mesmo teto que uma bastarda. Quando o Conde morre ele deixa em testamento uma herança para sua filha, as enteadas e a esposa, desde que essa última citada fique com Sophie ate atingir os 20 anos. A madrasta não é boba nem nada, omite sobre a herança fazendo de Sophie uma criada.. ou melhor, uma escrava. 

Chegando na fase adulta, é quando Sophie conhece Benedict em um baile de máscaras organizado pelo Bridgertons sendo a mesma tendo saído escondido para viver um dia de sonho. 

Na construção de personagens a autora não pecou em nenhum instante. Foi graças a ela que botei Benedict na lista de crushs, ganhei uma forte admiração por Violet e me emocionei com o quanto Sophie é forte e sabe quem é, de onde veio e todo caminho que percorreu, pela madrasta que tomei um ranço ferrado, a própria familia Bridgerton e a cada livro me faz querer viver na mesma época para desfrutar da companhia da família. E é claro que eu nao podia esquecer de Lady Whistledown, figura importante nesse livro e para ser sincera, ja desconfio em quem pode estar por trás desta identidade 🤭

Acho que ficou bem claro nesse começo o quanto é semelhante com Cinderela né? Mas a autora vai além e deixa tudo com a sua própria identidade. Onde o leitor se pega surpreso e cada vez mais envolvido no enredo. Com a quantidade certa de romance e sensualidade, Julia Quinn construiu livro envolvente, de escrita fluída, envolvente, com asssuntos pertinentes da época que são tratados até hoje com cenas delicadas carregadas de emoção e sensibilidade.

E adicionando sobre o trabalho da Cassia que muitas vezes fica atrás das cortinas do grande show do autor estrangeiro. Os diálogos com expressões que conhecemos me fizeram morrer de rir, vou deixar logo abaixo o trecho que me acabei 😂 fora a coerência durante toda a trama. 

- Pelo menos parece divertido - comentou ele.

- O que parece divertido? - indagou ela, desviando enfim o olhar da bainha da cortina, que ja encarava havia bastante tempo. 

- Tramar a minha morte- retrucou Benedict, dando um divertido sorriso de lado. - Se vai me matar, é melhor que se divirta, porque Deus sabe que eu não vou me divertir. 


O terceiro livro confirmou o quanto sou fã da autora, da série e do Benedict 😂☻ e eu nem preciso mencionar o quanto eu indico né? Espero que tenham gostado e boa leitura. 
Autora: Elissande Tenebrarh
 Nota: 4 de 5
343 páginas

Sobre o livro:

O duque de Heavington sabe que a hora de encontrar uma boa esposa chegou. Ele não está precisamente disposto a enlaçar-se, mas suas obrigações e um primo interesseiro o impelem a agir em defesa de seu legado. 
             Aaron ainda não encontrou a mulher adequada para tal posto, e todas as opções da sociedade lhe parecem enfadonhas demais para um casamento de uma vida toda, mas isso muda quando ele viaja e encontra uma jovem de espírito livre, que o ajuda em um momento difícil e... o coloca em uma situação comprometedora.
             Emeline não desejava criar aquele caos. Ela simplesmente queria saber como era um beijo e descobrir o motivo de tamanho furor sobre tal assunto. Não planejara ser flagrada por seu pai nos braços daquele homem e tampouco ser obrigada a casar.
             Uma cerimônia rápida e alguns incidentes depois, o duque descobrirá que sua adorável esposa não é apenas o delicioso objeto de um escândalo na sociedade, que Emeline está muito acima disso e que, possivelmente, ele tenha se apaixonado por ela... há muito tempo!
               Mais que um romance de época, uma viagem reveladora dos detalhes mais singelos e doces do primeiro amor.

Minha Opinião:

Está aberta a temporada dos romances de época no Resenha de Unicórnio, com direito a escândalos e tudo mais. Postado originalmente no wattpad, no perfil da escritora @Elissande, porém atualmente encontra-se disponível na amazon. Para quem é fã do gênero, provavelmente já devem ter ouvido falar dela.
O primeiro romance de época lido por mim este ano, e melhor ainda, escrito por uma brasileira, confesso que estava sentindo falta de sentir vergonha alheia enquanto lia, não sei vocês, mas este gênero sempre, ou pelo menos na maioria das vezes, me desperta essa sensação e vários outros tipo de sentimento.
Tudo começa muito antes da estória de fato começar, no prólogo ela já nos mostra que eles se conheceram na infância, quando o Aaron ainda criança passou um tempo com sua família, na casa do campo de um amigo do seu pai para que sua mãe melhorasse. Uma amizade linda surge entre eles, e ela sem saber e entender quem de fato era aquele menino, fala que um dia iria se casar com ele, o Duque era apenas alguns anos mais velho, mas já sabia que aquilo seria impossível, eles eram de classes sociais completamente diferente, ele um nobre, ela uma plebeia.
"Um amor que começaram quando ainda muito pequenos, inocentes, sem maldade do mundo, e encontraram-se adultos, unidos por um casamento de conveniência que tinha tudo para ser desastroso, mas que encontraram um final feliz"
A família de Aaron saiu as pressas, os anos se passaram, cada um seguiu seu caminho, e nunca mais se viram, até uma caçada no campo do Duque com seus amigos, acabou fazendo com que os seus caminhos se cruzassem de novo após ela salvar a sua vida.
Quando Emeline resolveu roubar o beijo de um homem desconhecido até então, ela não imaginaria a confusão que entraria e nem as consequência de um ato tão simples e movido apenas pela curiosidade, afinal, ela apenas queria saber qual era a sensação de um beijo que todas as jovens falavam, porém para sua infelicidade, o seu pai, o Vigário, os flagrou, e decretou que ela teria que casar com o homem que estava convalescendo e acordou aturdido com a confusão sem saber o que estava acontecendo. Para sua surpresa o estranho aceita, não pelos motivos certos, apenas para chocar a sociedade que lhe cobrava uma esposa e um herdeiro... Era isso que esperavam de um Duque.
"- Sempre foi o meu primeiro amor, querida. A primeira e única mulher que amei na vida"
Eu não tenho certeza em que momento ele percebeu que aquela mulher, a sua esposa, era na verdade aquele amor de infância, porém a escritora através de detalhes nos mostra que ele lembra, e sabe quem ela é. E isso prova que apesar de tudo ele sabe e a valoriza, são os detalhes que fazem a estória ser boa.
" O que poderia haver com primeiros amores que não poderiam ser esquecidos tão facilmente?  Que marcavam a vida de alguém tão profundamente que mesmo que aquele corpo encontrasse outros corpos, apenas um era seu destino. O que haveria  de tão especial em primeiros amores  que, mesmo em uma multidão, seu coração batia desesperadamente" 
Uma mulher livre que tem que se adaptar aos padrões rígidos da alta sociedade, cheias de regras e imposições. Um homem sério, e protetor, um amor que vai enfrentar muitas barreiras antes de finalmente ser vivido, e entregue, antes de se mostrarem, pois apesar de tudo, eles se amam, o amor aos poucos vai sendo construído, mas como num belo romance de época, eles ainda vão se machucar até aceitar esse sentimento e ver que eles merecem ser felizes.
" - Estou tentando dizer que a amo, Duquesa. Roubou meu coração, querida. Todo ele, completamente. Possivelmente a amo desde que a vi pela primeira vez."
Elissande nos mostra que o amor de infância pode durar, que não é apenas brincadeira de criança, que mesmo as adversidades se tornam insignificantes diante de tal magnitude do sentimento. Uma mocinha com um defeito na perna, e um mocinho com um defeito na alma, moldado para ser aquilo que esperavam de alguém em sua posição, ela era livre, corria solta pelo campo, e não muito bonita para os padrões da época, mas para ele, não haveria ninguém comparado a ela.
"- Porque é isto que a faz ainda mais bela, meu amor. Suas imperfeições."
Toda a estória é acompanhada de perto pela Faith, irmã do Duque, e pelo melhor amigo dele, o Capitão Tristan, que são personagens do spin-off  O amor do Capitão, ainda sendo postado no wattpad, porém assim que terminar terá resenha dele aqui também.
"Às vezes não se é necessário que a resposta venha imediatamente, porque simplesmente não a palavras  que expressem sentimentos fielmente"
Então, sem mais, vão lá, leiam, e para aqueles que nunca leram o gênero,  abram a mente, deias uma chance, vocês não irão se arrepender, pelo menos, eu espero.

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Beijão, até a próxima
MaLê



Hoje vim falar de um livro que acabou comigo, em todos os sentidos possíveis. Me fez pensar sobre mim, sobre minhas convicções e me fez questionar praticamente tudo que eu penso e entendo como certo e como errado. O livro é fácil de se ler, mas a cada parte que eu terminava, eu precisava parar pra digerir aquilo. 



Sinopse: Política, ciência e religião. Esses são três dos pilares fundamentais que regem as relações entre os seres humanos em sociedade. O que acontece quando esses três elementos se misturam?
Diana é uma mulher idealista que vive em São Paulo, para onde fugiu de sua cidadezinha ainda jovem, afastando-se da opressão de seus pais, o prefeito Agnaldo e a Bispa Tereza, com quem nunca mais teve contato. Na fuga, foi obrigada a deixar para trás também seus irmãos gêmeos, Aquiles e Davi.
Focada em seu trabalho acadêmico como bióloga, a doutora em genética e evolução leva a vida já adaptada à sua rotina de laboratório e aulas, encontros casuais e diversão fugaz, até que um dia, ao receber um e-mail anônimo informando sobre a morte de seu irmão Aquiles, Diana vê-se impelida a voltar à sua cidade natal, Trindade do Norte, no interior do estado, um oásis de prosperidade em meio ao caos que vivem as cidades brasileiras.
Agora Diana terá de confrontar antigos fantasmas: sua relação espinhosa com os pais, seu sentimento de culpa por ter abandonado os irmãos e o peso de amizades há muito esquecidas. Suas convicções serão postas à prova quando se encontrar no meio de uma investigação sobre a morte do irmão em estranhas circunstâncias e sobre o poder e influência dos pais na excêntrica cidade, onde tudo e todos parecem tristes personagens de um faz de conta.

Eu sei que não é do meu hábito colocar a sinopse no meio, mas eu realmente não consigo falar sobre esse livro sem precisar de, no mínimo um podcast ou a liberdade de soltar uns spoilers.

O livro é dividido em 3 partes: 

O obelisco - Aqui é quando a Diana volta pra cidade e descobre o Instituto, que também é, supostamente, uma referencia não só pros brasileiros.

A cúpula - basicamente é a parte em que a Diana descobre como que o pai dela, o prefeito da cidade e político influente, mantém aquele “paraíso intocado” que é Trindade.

A torre - aqui, a Diana questiona a mãe e o templo, a mãe Dela é bispa e influente na cidade.



Tá, dito isso, pensa aqui comigo: um instituto de ciência referencia pra muita gente mas que, reza a lenda, faz coisas um tanto suspeitas, a Bispa com um templo com uma ideologia um tanto duvidosa e um prefeito com princípios duvidosos, tem ou não tem tudo pra ser uma trama perfeita?!

Eu particularmente adoro quando esses pilares da sociedade se misturam.

Como eu falei, o livro tem 3 partes, cada parte dessa eu li em um dia, porém eu precisava de 2 pra digerir o que aconteceu. Eu tenho certeza que nunca tinha lido um livro tão intenso quanto esse, um livro que pegou tudo que eu acreditava, todo meu conceito político, ideológico, de religião e sobre a homossexualidade e questionou. Sabe aquelas cenas de filmes onde tem uma pessoa sentada na cadeira com as mãos amarradas e alguém tá lá mandando a pessoa confessar algo? Eu sou a pessoa na cadeira e esse livro tá me fazendo confessar alguma coisa kkkkkk

Também queria deixar registrado que tenho um ódio mortal da Diana, mas o livro tem um total de zero defeitos, me prendeu do começo ao fim e com toda certeza, entrou pro meu top 5 de favoritos de 2019!

Eu recomendo essa leitura pra quem curte uma reflexão e um questionamento, porque viu, é surreal! Ah, na mesma pegada, deixo a dica da série que eu vi esses dias, O Escolhido é que TEM TUDO a ver com esse livro, juro, são duas obras fantásticas! Vale a pena ver!!


Oi pessoal, tudo bem? Hoje eu quero trazer uma resenha um pouco diferente. Não será uma resenha de um livro mas de uma série, o que vocês acham?

Recentemente eu terminei o ultimo livro da série, peça-me o que quiser da autora Megan Maxuell e como to chegando agora no blog não achei muito legal fazer a resenha do ultimo livro sem nem ao menos apresentar a série. Caso vocês queiram saber mais dos outros livros, só deixar nos comentários que eu faço um post falando de cada um deles. Mas vamos ao que interessa.

Aqui em peça-me o que quiser temos a historia de Judith e Eric e posso classificar como uma típica novela mexicana. Sim! Tem muito barraco, muita briga, muito cão e gato, segredos, drama, muito romance e tudo que há de bom em uma receita para criar uma serie com romance nesse estilo.





Logo no primeiro e segundo livro temos o inicio desse nosso novo casal. Jud e Eric se conhecem na Muller, empresa essa herdada da família de Eric. Entre idas e vindas nosso casal vai sendo construído com muito amor e uma nova cara para os romances hots. Digo isso porque não é bdsm ou sexo casual, Megan nos mostra algo muito além. Por isso alerto para ir com a mente beeeeeeeeeeeem aberta. A autora traz uma riqueza de detalhes bem grande para as cenas mais sensuais do livro. Mas eu não vou mais falar sobre porque quero que vocês se surpreendam com o que ela traz nessa serie. 

Passado os dois livros com bastante treta e brigas e brigas e mais brigas (não sei como esses dois deram certo) temos o terceiro livro que pra mim é o melhor da série. Aqui temos uma Jud cada vez mais firme no que quer e no que almeja além da maneira que o amor do casal é construído e como vão evoluindo. Aqui neste terceiro livro temos uma pegada diferente dos anteriores. O livro é mais fluido, com o equilíbrio perfeito entre o drama, o romance, a ambientação e o final digno de novela bem clichê e não vou mentir que eu amei demais. 

Mas por outro lado temos neste terceiro a entrada de novos personagens, a principal dessa lista aparece bem no final do terceiro livro e acaba ganhando um livro só para ela. Bem, para eles, porque temos o livro sobre Mel e o amigo do casal, o Björn. Nesse livros conhecemos mais da Mel e toda bagagem que Björn carrega. Desde os segredos que cada um carrega e o porque são o que são hoje. A dose de romance e cão e gato é bem mais moderado. Mel é militar então temos uma mocinha bem empoderada, mãezona e bem segura de si mesma. E Björn que antes secundário ganha seu espaço, conhecemos melhor sua historia, sua família, sua personalidade. Eu gosto muito também desse livro.

No ultimo livro, temos uma passagem de tempo, com 5 anos de casamento de Eric e Jud. E temos também Mel e Björn nas narrações intercaladas. Esse livro é carregado de bastante drama. É bem típico de novela. Temos muitos segredos, brigas e muitas cenas sensuais. Aqui eu percebi muitas mudanças de personalidade do nosso casal principal e por vezes me vi entediada e dando mais atenção para o que acontecia com os personagens secundários. Eu nunca gostei do Eric e isso se intensificou no quinto livro e a Jud é uma mulher totalmente diferente dos dois primeiros livros.

Eu me vi presa nesse ultimo porque virou uma novela pra mim, eu tinha a sensação de não querer perder nenhum capitulo, de saber cada vez mais. O final do livro é recheado de barraco, socorro é muito barraco, muita coisa linda rolando e no fim devorei o livro 😂 aquelas né, reclama mas ta adorando o livro.

Bom, um dos pontos bem negativos que me incomodaram durante a serie inteira foi o machismo. E isso vale para todos os homens da série. Sempre querendo a mulher em casa, que não podem trabalhar, não podem isso ou aquilo. Vendendo a famosa ideia de que não precisam fazer nada porque eu tenho dinheiro e cuido de você. E sabendo do tipo de mocinhas que temos isso dá muita briga sendo que vi as mocinhas com a mente mais aberta e cedendo as vontades dos homens. Mas eu não sei se essa foi a ideia da autora, que era incomodar porque se foi ela fez muito certo. Inclusive no ultimo livro temos a típica família tradicional que é vista por fora como uma perfeição de vitrine mas dentro de casa é o famoso inferno. Mas só lendo para vocês saberem do que e de quem se trata. Mas eu garanto que vocês irão passar muita raiva.

Indo para um lado mais técnico e deixando a trama da serie um pouco de lado, o livro tem ambientação em Alemanha e Espanha. Nos 2 primeiros livros a autora fez um trabalho muito bom quando o assunto era Espanha, em especial as pequenas cidades mostradas no livro mas em questão da Alemanha confesso que senti falta. Eu gosto muito de viajar para outros países através dessas descrições no livro, você se sente no próprio lugar e enquanto a isso é algo que sinalizo que a autora não trabalhou muito bem.

A Megan tem uma escrita muito fácil, ela intercala as narrações em primeira e terceira pessoa e você não tem confusão de personagens na historia. A autora passa muito do sentimento dos personagens no decorrer dos livros e as vezes até demais, onde isso pode ser um ponto negativo ou positivo dependendo do leitor. É uma leitura que recomendo para você que gosta de um dramalhão bem intenso, com reviravoltas e um final digno de um sorriso bobo no rosto.

Mais uma vez obrigada, e boa leitura. 😘❤




(Imagem retirada do blog Ler para Divertir)