Olá pessoas, quanto tempo né?!

Eu andei meio sumida por questões pessoais e tentanto entender tudo que tava rolando. Também fui atravessada pela vida e acabei precisando priorizar a minha carreira como professora ao invés do blog, afinal ser professora é o que paga minhas contas né, surto.

Hoje eu vim contar um pouco sobre a experiência de ler Última Parada, de Casey McQuiston e que tem a tradução de Guilherme Miranda (gente eu AMO as traduções dele!!) e já adianto que foi uma leitura INCRÍVEL. Inclusive, obrigada Editora Seguinte por ter me mandado esse hino!


Tá, vamos do começo. Primeiramente conhecemos August Landry, ela tem 23 anos e tá se mudando pra Nova York na cara e na coragem mesmo. Ela é bem cética e na minha opinião, se deve ao comportamento da mãe dela e de outras coisas que a gente descobre durante o livro. Voltando, ela vai pra Nova York e divide um apartamento com outras três pessoas, todas extremamente excêntricas na visão dela. Arranja um emprego, começa a faculdade e tudo certo até ai.

Até que em um belo dia, no metrô, a August vê uma menina muito bonita e é NESTE PONTO que conhecemos a Jane!!!!!!!!! A Jane sempre tá no metrô quando a August aparece e até então, tudo isso parecia coincidência. Elas começam a conversar e criam uma espécie de laço.

O grande problema começa quando a gente (junto com a August) que a Jane está presa no trem desde os anos 70! A Jane pertence aos anos 70 e ela não pode sair do trem de jeito nenhum! Então, August e seus amigos tentam entender o que rolou com a Jane e tentar tirar ela dessa coisa temporal maluca. 

E é assim que temos a formula perfeita pra uuma farofada sáfica com um monte de personagem LGBTQIAP+.

"Ninguém sabe bem quem é, e adivinha? Isso não quer dizer porra nenhuma. Só Deus sabe como estou perdida, mas vou encontrar meu caminho. [...] Tipo... olha, eu saía com uma menina que era artista, certo? E ela desenhava anatomia, mas começava deixando um espaço vazio em volta e, depois, preenchia com as pessoas. É assim que estou tentando enxergar as coisas. Talvez eu não saiba como me preencher ainda, mas consigo olhar para o espaço ao redor, onde estou no mundo, o que cria o contorno, e consigo me preoccuparr com o que torna esse mundo o que ele é, se é bom, se machuca alguém, se faz pessoas felizes, se me faz feliz. E isso pode ser o suficiente por enquanto."

Eu li Vermelho, Branco e Sangue Azul já faz um tempinho mas foi uma história tão marcante pra mim que eu lembro dos detalhes dela até hoje! Eu li junto com a minha melhor amiga e foi surto atrás de surto durante a leitura, a única coisa que me incomodou e me incomodou em Última Parada, foi o tamanho dos capitulos. Eu não consigo manter o foco na mesma leitura por muito tempo e capitulos grandes me cansam bastante, mas não pense que a história é cansativa porque não é!

Ler esse livro é um misto de sentimentos, sabe aquela coisa de rir e chorar ao mesmo tempo? É isso! Casey trouxe muito sentimento pra esse livro, falou sobre muitos conflitos que eu também tenho dentro de mim e tudo isso de uma forma que não soa tão pesada como realmente é, tudo tem um alívio e isso foi uma das coisas que mais me encantou no livro.

Claro que eu não poderia deixar da falar da Jane, a personagem lésbica desse livro e cara, ela é tudo! Eu gostei muito da construção dela, os conflitos que ela tem são muito bem abordados e é uma graça ver a interação dela com a August por que ela nunca viu um celular e ela aprendendo a mexer em um e conhecendo a vida de agora é uma coisa tão fofinha sabe?!

No mais, o livro é incrivel, eu adorei cada segundo dessa leitura e tô muito animada pra ler o outro livro de Casey, eu quero muito que essa tradução chegue amanhã HAHAHAHAHA 

Por hoje é isso! Me conta se você já leu esse livro e o que achou!

Não se esqueça de beber água <3

 Olá pessoas, como vocês estão?

Quanto tempo né?! A minha vida anda bem virada e muita coisa têm acontecido, acabei precisando priorizar outras coisas, muita coisa pra resolver e minha cabeça não ajudou em muitos momentos. Acho que desde que a pandemia começou eu vivo num constante reinventar, reajustar, recalcular. Você também se sente assim? Então Eu vou postando por aqui conforme der, não prometo mais frequencia nem nada, mas vou testar coisas novas e ver se dá certo. 

Bom, vamos ao livro de hoje!


 Sinopse: Elsie e Ben pareciam ter todo o tempo do mundo: vinte e poucos anos, recém-casados, apaixonados. Entre eles as coisas sempre aconteceram depressa, como uma explosão irrefreável de energia. Elsie só não tinha como saber que o brilho de seu romance seria tão fugaz.
Pouco mais de uma semana depois de se casar, Elsie perde Ben em um acidente e sente o futuro se desfazer diante de seus olhos. Só o que resta é um eterno agora, carregado de questões não resolvidas do passado. Para atravessar sua dor, Elsie precisará inevitavelmente olhar para trás. Não só para entender a dimensão de sua perda, mas também para conhecer a nova família que nunca chegou a ter ― e para descobrir, enfim, quem ela se tornou depois de ter seu final feliz interrompido. (Trad. Alexandre Boide)

Não é segredo pra ninguém que eu amo a TJR né, tudo que ela escreve eu me emociono e choro muito. Agora com a noticia de que vários dos livros dela serão adaptados, eu digo com convicção: EU NÃO QUERO MAIS SABER DE DEPRESSÃO E COISAS PRA BAIXO!!!!!!!

Voltando, esse foi o primeiro livro que a Taylor publicou e nossa, que história. A gente já comreça a história sabendo que o Ben vai morrer, mas ele morre de um jeito tão "bobo" que eu fiquei até meio chocada, mas é ai que começa uma jornada da Elsie que eu, que nunca passei por um luto, me identifiquei em tudo.

Depois da morte do Ben, o livro vai alternando a narrativa entre o antes da morte dele e o depois, contando como foi a construção desse relacionamento e como a Elsie tá lidando com essa perda. Ela passa por todas as fases do luto de uma forma muito forte, principalmente pelo fato de que: sua certidão de casamento nunca chegou e a mãe do Ben não sabia quem ela é, elas se conhecem no dia da morte do Ben. Sim, um surto.

Como todos os livro da Taylor, a leitura é extremamente fluida e envolvente, eu nunca vou cansar de falar que a Taylor tem um dom de criar personagens tão perfeitamente imperfeitos que chegaa ser impossivel não se conectar com o sofrimento da Elsie em algum momento. Vocês devem imaginar que eu chorei como uma maluca do meio pro final do livro, não tinha como ser diferente.

Eu recomendo muito essa leitura, esses livros da Taylor que são fora do mundo da fama são ótimos e eu me conecto muito com eles! Agora só falta um livro da Taylor pra eu ler todos os que foram lançados no Brasil, espero poder ler logo.

Me co nta aqui se você já leu esse livro e o que achou dele! Até o próximo post!

 Olá pessoas, como vocês estão? Por aqui tá indo, tá chovendo bastante por aqui e tá cada dia mais dificil sair da cama nesse friozinho, eu só tenho vontade de ficar na cama o dia todo lendo ou vendo série HAHAHAHAHAH

Mas hoje eu vim falar com vocês sobre um livro que eu queria muito ler desde que foi lançado na gringa e eu vi várias pessoas falando, mas eu só consegui ler no fim do ano passado e nossa, que leitura pessoal e avassaladora, sério.


Tradução de Maira Parula

A busca por um apartamento não costuma ser uma situação de vida ou morte, mas uma visita imobiliária toma tais dimensões quando um fracassado assaltante de banco invade o apartamento e faz de reféns um grupo de desconhecidos. O grupo inclui um casal recém-aposentado que procura sem parar, casas para reformar, evitando a verdade dolorosa de que não é possível reformar o casamento. Há um um casal que, prestes a ter o primeiro filho, não concorda sobre nada. Acrescenta-se uma mulher de 87 anos que já viveu demais para temer uma ameaça à mão armada, um corretor imobiliário assustado, mas ainda disposto a vender, e um homem misterioso que se trancou no único banheiro do apartamento, e assim completamos o pior grupo de reféns do mundo. Cada personagem carrega uma vida de reclamações, mágoas, segredos e paixões prestes a transbordar. Ninguém é exatamente o que parece. E todos ― inclusive o ladrão ― estão desesperados por algum tipo de resgate. Conforme as autoridades e a imprensa cercam o prédio, os aliados relutantes revelam verdades surpreendentes e desencadeiam eventos tão inusitados que nem eles próprios são capazes de explicar.


 O livro tem um estilo de narrativa que eu gosto muito, o autor alterna entre o apartamento onde o assalta está acontecendo, o passado dos envolvidos nesse assalto e depois que a situação toda termina, tando os reféns quanto o próprio assaltante de banco, então é quase como se alguém tivesse numa mesa comigo e me contando essa história que vai e vem sabe?! Gosto muito de acompanhar histórias nesse formato.

Devo ressaltar que o plot do livro não é lá muito impressionante e nem me deixou muito surpresa, durante a narrativa o autor dá muitas pistas, o que me tocou mesmo foi a jornada daquelas pessoas, como elas foram parar naquela apartamento na véspera da véspera de ano novo e como o autor conseguiu amarrar todos os personagens a uma única narrativa que se encontra em algum ponto, esse tipo de narrativa me encanta demais, sério HAHAHAHAH

O livro tem capitulos bem curtinhos e que me conquistaram desde o começo, na verdade, bem antes disso, na dedicatória que diz assim "Este livro é dedicado às vozes em minha cabeça, que são minhas amigas mais surpreendentes. E à minha esposa, que mora conosco" e eu me identifiquei TANTO com essa frase, juro HAHAHAHAHAHAHAHA

Eu cheguei a falar sobre esse livro na minha terapia, foi uma situação muito maluca, eu entrei tanto na narrativa que em alguns pontos parecia que era eu quem estava vivendo aquela situação, sabe? Surreal.

Como uma pessoa diagnosticada com ansiedade, devo alertar que esse livro pode ser gatilho pra algumas crises, pois tem cenas muito descritivas de suicidio e fala muito sobre transtornos mentais, fica aqui o aviso de que se você sentir incomodado com a narrativa, pare de ler e procure ajuda profissional, ok?

Por fim, ainda não vi a adaptação do livro que tá disponivel na netflix, mas vi algumas pessoas elogiando bastante. Estou bem animada. Me conta se você já leu esse livro, se já viu a série, o que achou?

Por hoje é isso, até o próximo post!

 Olá pessoas, como vocês estão? Por aqui tá tudo bem corrido, eu ainda tô me acostumando com a rotina nova e tentando colocar todas as coisas que eu gosto de fazer no meio desse rolê todo, mas aos poucos vai dando certo.

Hoje eu vim conversar com vocês sobre um livro que, logo nas primeiras páginas eu já sabia que ia favoritar. Ele também está na lista de livro do Namjoon do BTS e, mesmo que eu só tenha lido dois livros da lista, minha admiração por ele só cresce. 


Em 'A Biblioteca da Meia-Noite' vamos conhecer Nora Seed, uma mulher super inteligente, formada em filosofia, que trabalhou a vida toda no mesmo lugar, tem uma casa e um gatinho. Mas ela se considera uma mulher de muitos talentos e poucas conquistas aos 35 anos.

Ela vive arrependida das escolhas que fez ao longo da vida, como ter terminado o seu noivado, ter voltado pra sua cidade natal e muitas outras coisas e desde as primeiras págnas, ela se pergunta como a vida dela poderia ter sido se ela tivesse feito escolhas diferentes. Então, depois que o gato dela é atropelado e ela perde o emprego, ela não enxerga mais sentido em continuar existindo e tenta cometer suicidio e é ai que a nossa história começa.

Ela acorda numa biblioteca, pontualmente a meia noite, onde a bibliotecária é a mesma de sua antiga escola e descobre que aquele mundo de livros com lombadas em diferentes tons de verdes, diferentes grossuras e texturas, são as vidas que ela poderia ter tido, baseado em suas escolhas. Então, até que ela morra em sua vida raíz, ela posde testar essas diferentes vidas até achar uma na qual ela queira ficar. E bom, vocês podem imaginar que esse livro construiu um condominio na minha cabeça né.

"Cada vida contém muitos milhões de decisões. Algumas grandes, algumas pequenas. Mas cada vez que uma decisão é tomada em detrimento de outra, os resultados são diferentes. Ocorre uma variação irreversível, o que, por sua vez, leva a outras variações..."

Eu tive o prazer de ler esse livro junto com a minha melhor amiga, a Evy e sério, que experiência. Esse livro nos rendeu muitos audios gigantes sobre as escolher que fizemos em nossas vidas, sobre as que queriam que a gente fizesse, sobre como até a escolha da cor da camiseta que você vai usar naquele dia, pode mudar tudo. 

Eu sou uma pessoa que já carregou muitos arrependimentos, hoje em dia eu carrego bem menos e tem uma parte do livro, logo quando a Nora chega na biblioteca, que mostra o livro dos arrependimentos dela. Um livro que parece tão inofensivo, mas que tem um peso enorme. Acho que todo mundo tem o seu livro dos arrependimentos em algum lugar da casa, durante muito tempo, o meu ficava no móvel ao lado da minha cama. 

Eu não quero me alongar muito nas coisas que esse livro me mostrou se não esse post ficaria imenso, mas uma coisa que mexeu muito comigo é que, de uma certa forma, eu me orgulho da minha vida. Eu tenho orgulho das escolhas que eu fiz por que é isso que torna a minha vida minha, eu poderia ter feito muitas escolhas e, com toda certeza, em algum lugar, eu fiz elas, mas agora, nessa vida, eu tenho consciência de todas as minhas escolhas, as boas e as ruins e eu estou aprendendo a lidar com elas e é isso, exatamente isso, que faz a mihna vida ser tão minha.

Acho que é isso que eu queria falar sobre esse livro que me destruiu e me arrancou muitas lágrimas. Se você já leu esse livro, me conta de que forma ele te afetou e se não leu, espero que tenha ficado com vontade de ler!

Até o próximo post!

 Olá pessoas, como vocês estão?? Quanto tempo!!

Eu precisei tirar férias e me "recuperar" do baque que foi 2021, e até nas férias que deveriam ser tranquilas, muita coisa aconteceu HAHAHAHAHAH Quem me acompanha no instagram também, sabe que eu comecei a trabalhar presencialmente e que eu ainda tô tentando encaixar minha rotina, as coisas que eu quero fazer e cuidar da casa com o horario de trabalho e ainda conseguir descansar nesse meio tempo né. Eu tô bem doida nesses últimos dias, mas tô me organizando.

Hoje eu vim contar um pouco sobre coisas que eu consumi no ano passado e que marcaram meu ano, vamos lá então!


Os melhores livros gringos do ano passado foram esses! Eu chorei em todos eles, e até hoje, quando eu lembro desses livros, me da até um calafrio de tanto que esses livros me marcaram. 

Garota, Mulher, Outras de Bernardine Evaristo é uma história sobre mulheres que tem as vidas entrelaçadas de uma forma muito genial. O livro é todo narrado em verso, são 700 e poucas páginas de verso e é muito lindo. Ele traz muitas reflexões e levanta muitas questões sobre mulheres negras, que são mães, lésbicas, avós, crianças, enfim, muita coisa. Eu fix um texto sobre ele, você pode ler aqui.

É Assim que se Perde a Guerra do Tempo dispensa comentários! Eu li esse livro junto com minha esposa e nossa, que leitura incrivel. Eu chorei de formas que nem sabia ser possivel chorar com um livro de ficção cientifica e eu afirmo que nunca li nada tão poético e subliminar como esse livro! Eu fiz um video sobre ele, você pode ver aqui.

Antes que você Diga Sim é uma comédia romântica no estilo Imagine eu e você, onde a noiva se apaixona pela organizadora do casamento! É bem previsivel e bobinho, mas eu amei TANTO esse livro, foi uma leitura tão incrivel e gostosa que eu ainda não consegui superar HAHAHAHHA O texto sobre ele tá aqui.

Talvez você deva conversar com alguém é um livro de não ficção que me rendeu muitos questionamentos e eu falei dele na terapia muitas vezes. Ele conta a história da terapeuta, do terapeuta dela e sobre os pacientes dela. Isso aconteceu mesmo, é a vida da autora e esse livro me deixou sem chão por muitos dias. Eu não fiz post pra ele, porque é dificil demais falar sobre ele.

Flores Para Algernon também dispensa comentários! Eu li esse livro com a Evy e nossa, eu até hoje sinto vontade de chorar de lembrar desse livro. Esse livro é de uma grandeza, de um peso tão grande, e eu ainda achei que não ia chorar na leitura HAHAHAHAH o texto sobre ele tá aqui.


Diário de Bordo de uma Impostora da Gi e da Bru Baldassari foi uma daquelas histórias que caiu no meu colo como uma proposta de trabalho, mas que se tornou um dos melhores livros que eu li ano passado! Esse livro é uma comédia romantica lésbica que se passa nos anos 50, esse a Renata também leu e leu mais rápido que eu!! É uma história super leve e cheia de momentos fofos e muito fluida, tudo que elas escrevem é incrivel!

Tudo que pode dar Errado da Rebeca de Arruda é um conto que eu não canso de recomendar! Ele fala sobre uma caçadora de monstros que acaba abrigando uma vampira na casa dela e elas se apaixonam!!!!!! É TUDO NA MINHA CARREIRA! Eu simplesmente amo essa história! 

A Rendeira eu li bem no final do ano, mas me deixou de cabelo em pé! é uma história cheia de regionalidade e magia, tudo que eu amo! Eu espero que tenham mais histórias nesse universo, eu amei demais cada segundo dessa leitura! 

Essa Festa Virou um Salsher foi uma história que saiu da minha zona de conforto. Eu já consumo terror mas nunca tinha lido ou visto nada disso, nunca nem assisti aos filmes do Pânico. Mas como eu já conheço a escrita da Marina faz um bom tempo, resolvi arriscar e foi uma leitura que me rendeu muita coisa, eu passei mais da metade do conto nervosa e querendo arrancar meus cabelos, o resto eu tava gritando com os personagens e dando risada. Muito bom mesmo!

O Que Encontramos nas Chamas eu nem sabia do que se tratava quando ganhei o e-book, mas logo nas primeiras páginas eu já entendi que era uma história sobre abuso, misturando isso com fantasia e eu fui me prendendo ali naquelas páginas e o final, nossa, foi como ser abraçada. Todo mundo tem seus monstros.


Quem já me acompanha a mais tempo sabe que eu não sou uma pessoa que assiste muita coisa, eu prefiro ficar lendo porque isso estimula minha imaginação e eu sinto que nos filmes ou séries não tem muito espaço pra isso, mas as vezes acontecem casos que eu me prendo ao filme HAHAHAHAH

The world to come é um filme sáfico de época, eu amo filmes de época. Ele é bem fofinho e bem quentinho, eu gostei bastante. 

Silenced tem na Netflix, é um filme baseado em fatos reais de uma escola pra surdos onde aconteciam várias atrocidades e um professor chega na escola pra tentar quebrar esse ciclo de violência. É um filme MUITO pesado, então eu recomendo cautela pra assitir.

Judas e o Messias Negro é um filme que não tem como explicar. Nada do que eu escreva aqui vai ser suficiente pra mostrar o quanto esse filme é fudido de bom, sério. Ele tem na HBO MAX e se você tiver oportunidade, assista. 


Quando o assunto é série, é igual aos filmes HAHAHAH eu levo uma eternidade pra terminar porque assisto no máximo dois episódios por dia, não consigo ficar mais tempo do que isso focada na TV ou no computador. Mas essas séries, eu cheguei a maratonar de tão incriveis.

Normal People é uma série que me destruiu. O livro já me deixou deitada no chão em posição fetal e eu resolvi ver a série pra me desgraçar mais ainda e nossa, absolutamente impecável. Ela é muito fiel ao livro e chega a ser até mais emocionante. Mas tenha cuidado ao assistir, ela aborda assuntos bem pesados.

O Caso Evandro eu tenho certeza que todo mundo que é fã de True Crime já ouviu falar. Eu acompanhei o podcast desde o começo e eu ficava muito aflita a cada novo episódio, eu nuca tinha visto uma história assim. O globoplay adaptou isso pra um documentátrio que tomou proporções astronomivcas e até as pessoas que não se manifestaram quando o doc foi gravado, vierama publico depois da série, é muito bom! Também tem um livro sobre o caso que eu quero muito ler também.

Killing Eve eu comecei a assistir por conta da Renata que gostou bastante da série, e como eu amo um Enemies to Lovers, resolvi assistir e nossa, eu só quero que essas duas possam ficar juntas em algum momento da série! Também existem livros que inspiraram a série, no brasil já tem dois deles traduzidos e eu precido ler o segundo HAHAHAHAHA


As menções honrosas desse ano vão pra uma série de livros que eu ainda não terminei mas que desde o meio de 2021 vem me fazendo companhia que é Sob o Céu da Noite Eterna. Os livros são enormes mas são muito muito muito bons! Tem Dragão, mulher fortona metendo porrada em macho babaca, homi babaca, dor e sofrimento, morte, desespero, mundos incriveis e tudo que uma pessoa precisa numa série de fantasia. Só me falta terminar o último livro e eu não sei se tô preparada pra isso, mas vem ai.

Também não poderia deixar de falar sobre algo que SALVOU meu ano: minha amiga Evy me fazendo gostar de coisas coreanas. Eu passei a ouvir BTS por causa dela e hoje sou apaixonada e foi por causa dela que eu assisti meu primeiro dorama e essas coisas tão bobinhas fizeram meu ano completamente diferente, sério!


Em 2021 eu li quase todos os livros da Taylor Jenkins Reid que foram publicados aqui, só faltam dois, e nossa, a cada livro que eu leio dessa mulher é um soco na minha cara! Ela tem o poder de escrever uns personagens tão perfeitamente imperfeitos que chega a ser absurdo. Eu amo demais todos os livros dela e defenderei ela pra sempre!

A segunda é a Sally Rooney!! Depois de Pessoas Normais eu li Belo Mundo onde você está e nossa, sério, essa mulher consegue escrever umas coisas tão reais, que conversam tanto com a minha realidade e coma forma com que eu vejo o mundo, parece que somos amigas de longa data sabe?! Ela é muito boa e eu quero muito ler o outro livro dela que foi traduzido pra cá e espero que ela escreva mais livros pra eu entrar em crise existencial.

Bom, essas foram as melhores produções artisticas e asrtistas que marcaram meu ano passado. Mesmo num ano tão merda, ter encontrado refugio nos livros, filmes e séries me acolheu de uma forma que eu nem sabia ser possivel. Me conta quais foram as melhores coisas do seu 2021!

 Olá pessoas, como vocês estão? Chegamos ao último post de 2021 do Unicórnio! Eu resolvi tirar umas semaninhas pra descansar e voltarei na segunda semana de janeiro. Mas antes de ir, eu precisava falar sobre esse livro que me rendeu muitas crises existenciais HAHAHAHAH

Antes de começarmos, vou lembrar que eu li a história na edição da Editora Antofágica, não sei como são as outras edições então vou falar com base nessa; outra coisa, esse é o primeiro livro da lista do Namjoon do BTS, sim, eu vou tentar ler a maioria dos livros de ficção que ele citou e estou muito animada! Vamos ao livro.


Sinopse: Obrigado por acessar sua teletela e aproveite para conhecer uma das mais marcantes obras de ficção do século XX, agora em nova edição com 115 ilustrações de Rafael Coutinho, nova tradução de Antônio Xerxenesky e apresentação de Gregório Duviviver. 

O Grande Irmão está te observando.

Em uma sociedade em constante estado de guerra contra outros países e contra os inimigos do sistema, cada cidadão deve viver sob a permanente vigilância das teletelas. Qualquer sinal de comportamento ou pensamento desviante da ideologia do Grande Irmão é severamente punido pela Polícia do Pensar.

Funcionário do Ministério da Verdade responsável por reescrever notícias e registros históricos, Winston Smith atua alterando o passado e, assim, o presente. Treinado para obedecer e calar, ele começa, no entanto, a questionar essa realidade. Seus atos de rebeldia contra o sistema, como ousar manter um caderno subversivo, parecem mínimos, até que ele se depara com a oportunidade de fazer algo maior e colocar sua vida em risco por uma sonhada mudança.

Publicado originalmente em 1949, este clássico de George Orwell é uma obra fundamental sobre opressão e totalitarismo e possibilita inúmeros paralelos com o momento que vivemos, 70 anos depois. A nova edição da Antofágica, além de contar com tradução de Antônio Xerxenesky, ilustrações de Rafael Coutinho e apresentação de Gregório Duvivier, também traz textos extras de Luiz Eduardo Soares, especialista em segurança pública, Débora Reis Tavares, estudiosa de Orwell, Ignácio Loyola Brandão, um dos principais autores contemporâneos e membro da Academia Brasileira de Letras e do jornalista Eduardo Bueno, criador do canal Buenas Ideias no Youtube.

O Ministério da Verdade informa: Ao fazer a leitura do QR Code da cinta com seu smartphone, você tem acesso a três videoaulas de Débora Reis Tavares, especialista em Orwell, para enriquecer a experiência de leitura. Cada aula é indicada para um momento da leitura: – Antes de iniciar o livro, comentando o contexto geral da obra; – Durante a leitura, com alguns insights sobre o que está acontecendo na trama; – Depois do término, como uma espécie de posfácio levantando alguns pontos interessantes da obra.

Eu realmente não sei por onde começar a falar sobre esse livro. Eu li ele no começo do ensino médio, se eu não estiver enganada, mas naquela época eu era outra pessoa, eu não entendia muito sobre politica nem nada disso então não foi algo que me afetou. Ter lido agora, foi uma experiência surreal. Esse livro alugou um triplex na minha cabeça e eu fico pensando nele o tempo todo, sério. 

Eu não sei vou conseguir falar tudo sobre esse livro em um texto, então vou tentar resumir um pouco agora e, depois, focar em dois aspectos do livro que me deixaram maluca. 

O livro conta a história do Winston, um funcionário do partido que trabalha no ministério da verdade, ele passa o dia todo alterando noticias, livros e afins, para que não haja nenhuma forma de refutar aquilo que o Grande Irmão diz, para que o partido esteja sempre certo. Na Oceania, o sistema politico é o IngSoc ou Socialismo Inglês e existem três ministérios: O da Verdade que é onde o personagem trabalha, o da Paz que é responsável por cuidar da guerra e o do Amor que é responsável pela lei e pela ordem. Também existem 2 grandes divisões sociais: os membros do partido e os proletas. 

Isso é um super mega resumo de tudo, o livro é bem maior que isso, mas agora eu vou me ater aos dois aspectos do livro que eu citei anteriormente.

"Nada era seu, exceto os poucos centímetros cúbicos dentro do seu crânio."
A primeira coisa que me chocou muito, foi a teletela. A Teletela basicamente é uma TV que fica na sua casa ligada o dia todo em que os membros do partido ouvem e vêem tudo que você diz e faz o tempo todo e, caso você pense ou faça algo errado, entra a Policia do Pensar. Já é um negócio assustador ler assim, mas, como dito no prefácio do livro e internalizado em mim ao longo da leitura: todo mundo tem pelo menos uma teletela em casa. E ninguém colocou ela lá por você, você foi lá e pagou caro por ela. Sim, a teletela é seu celular, seu computador, seu tablet, afins.

Quantas vezes eu já não me deparei com algo que eu tinha falado que queria e do nada começaram a aparecer anuncios dessa mesma coisa nas minhas redes sociais? O principio da coisa é esse. Eu realmente fiquei chocada, pois nunca tinha pensado dessa forma e na leitura, conseguimos ver muito claramente que, mesmo que a teletela não seja um personagem, ela tá lá o tempo todo e é responsável por muita coisa. Igualzinho minha relação com meu celular.

A segunda coisa que me fez ficar maluca foi a Novilíngua. Essa novilingua é uma forma de comunicação para que o inglês deixe de existir, para que todas as palavras sejam ocas de significado politico e pessoal, ela significam exatamente o que está escrito ali e essa lingua diminui a cada ano. No livro diz que até 2050 ninguém falaria mais inglês e que tudo seria assim, encolhido e vazio.

Eu demorei um pouco pra entender o propódito dessa lingua então vou tentar explicar: se a sua linguagem é vazia de significado politico e individual e ela só encolhe a cada ano que passa, seus argumentos para ir contra algo que você não gosta não se sustentam. Você consegue ir até certo ponto, onde as coisas ainda demoram, mas depois disso, mesmo que você tenha a ideia não existe palavra que denomine aquilo, então seu pensamento e sua individualidade acabam ai. 

Uma nação "obediente" com base na lingua. Surtos.
"Como apelar ao futuro quando nem um traço de você, nem mesmo uma palavra anônima rabiscada num pedaço de papel, poderia sobreviver fisicamente?"
Facilmente poderia passar o dia todo falando sobre as coisas que esse livro me trouxe e sobre os paralelos que dá pra fazer com situações que nós vivemos hoje. É bem forte parar pra pensar no lugar em que estamos chegando, onde estamos indo. É algo que me assombra e esse livro escancara tudo que me dói ver hoje em dia.

Precisa ter estômago pra ler tudo isso, mas é uma leitura riquissima que eu recomendo fortemente. Vale a pena demais.



 Olá pessoas, como vocês estão nessa reta final do ano? Por aqui ainda tá tudo bem confuso e muito corrido, mas acredito que essa época de fim de ano vem junto com um sentimento de renovação e de esperança em dias melhores. 

Consegui fazer tudo que eu queria? Não. Mas estou tentando ficar contente com o que foi possivel fazer e claro que já comecei os preparativos pro ano que vem. Já fiz as minhas metas e estou animada pra ver o que vai acontecer, mesmo que essa esperança seja bem estranha levando em conta a situação do mundo e do nosso país, né HAHAHAHAHA

Vamos ao que interessa. Eu já falei aqui sobre Pessoas Normais e o quanto o livro e a série mexeram muito comigo. Eu me identifiquei muito com os personagens e com a situação que eles vivem e com toda certeza virou um dos meus livros favoritos da vida. Quando a editora me mandou o livro novo deles, eu tive que me preparar emocionalmente por conta de Pessoas Normais. E olha, que surto foi esse livro.


Sinopse: Alice conhece Felix pelo Tinder. Ela é romancista, ele trabalha num armazém nos subúrbios de uma pequena cidade costeira da Irlanda. No primeiro encontro, enquanto os dois tentam impressionar, a fagulha de algo mais aparece.

Em Dublin, Eileen está tentando superar o término de seu último relacionamento enquanto precisa lidar com a falta da melhor amiga, que se mudou para o litoral. Ela acaba voltando a flertar com Simon, um homem mais velho que acompanha sua vida há tempos.

Alice, Felix, Eileen e Simon ainda são jovens, mas sentem cada vez mais a pressão do passar dos anos. Eles se desejam, se iludem, se amam e se separam. Eles se preocupam com sexo, com amizade, com os rumos do planeta e com o próprio futuro. Seriam eles as últimas testemunhas do ocaso? Eles vão conseguir encontrar uma forma de viver mais uma vez em um belo mundo?

Com uma prosa única e brutal, Sally Rooney constrói mais um romance inigualável sobre o que significa amadurecer sem deixar a si mesmo para trás.


Nesse livro, como deu pra ver através da sinopse, temos 4 personagens principais e, mais uma vez, a trama da história gira em torno da vida desses personagens. Da forma como eles enxergam o mundo e a si mesmos nesse mundo. Através de e-mails trocados entre a Alice e a Eileen descobrimos o que aconteceu na vida delas e também suas relações com seus respectivos parceiros. Além disso, falam sobre politica, religião, arte, filosofam sobre liberdade, existencia e outras coisas. Nesse post, eu vou focar na Alice e na Eileen.

Começando pela Alice, ela e Eileen ficaram amigas na faculdade e ela é uma personagem incrivel. Desde o começo da história, fica muito claro que ela se esforçou muito pra chegar onde ela queria, na carreira de escritora. A única coisa que ela não planejou foi o sucesso e quando isso acontece, ela precisa ser internada pra cuidar da sua saúde mental e para de responder os e-mails e ligações da amiga. Mesmo que saibamos pouco sobre o passado da Alice, eu senti que ela é aquela amiga que sempre esteve presente na vida da Eileen. Duas outras coisas muito interessantes a respeito dela: no livro, fica bem claro que ela se apaixona por pessoas e isso é tratado com bastante naturalidade o livro todo, algo que me deixou bem feliz e eu estava precisando ler algo assim. Também o fato de que ela carrega muita coisa dentro de si e tem muitos receios e é bem bonito ver a forma como, mesmo com todos os empecilhos, ela e o Felix conseguem se entender.

Já a Eileen acabou de sair de um relacionamento que durou anos e ela já não sabe se acredita no amor mesmo que esse parceiro não parecesse tanto com o que ela pensava que fosse o amor da sua vida, mas todo término é terrivel. Ela é bem insegura e cheia de traumas e tudo começa com a relação bastante disfuncional com a irmã. Enquanto a irmã dela é super popular e tudo "que se espera", a Eileen sofre bullying na escola e a coisa fica ainda pior conforme o passar do livro quando entendemos que a mãe claramente prefere a irmã. Quando elas são mais novas, conhecem o Simon, que vai ajudar na casa em que elas moravam.

"E a morte não é apenas o apocalipse em primeira pessoa?"

Uma das coisas que me encantou nas histórias da Sally é a forma como ela faz da vida, do cotidiano, da experiência de ser humano, a trama da história. Não sei se posso dizer que as histórias dela tem começo-meio-fim, pois a vida não é só aquilo, é mais como se ela contasse um pedaço da vida e da evolução daqueles personagens e nós precisamos aceitar que é isso. Eles só vão "evoluir" até certo ponto e pronto. E eu adorei isso.

Assim como em Pessoas Normais, os personagens partiram de lugares completamente distintos e as vezes eu me peguei perguntando como todo mundo foi se cruzar assim, mas a Sally consegue colocar tudo isso de uma maneira muito bonita, assim como acontece de vez em quando na nossa vida mesmo. Nos e-mails entre Alice e Eileen, muitas coisas que as atravessam, também me atravessam. Esse fator da identificação é algo que pesa muito pra mim.

Mais uma vez, o livro é brutal e tocou em muitas feridas minhas. No começo, o livro pode parecer meio confuso, eu demorei um pouco pra entender a dinâmica de tudo mas quando eu entendi, não consegui parar de ler, eu realmente me apaixonei por esses personagens. Não posso dizer que superou Pessoas Normais, mas tá empatado. Quero muito ler o outro livro da Sally que saiu por aqui, tenho certeza que vou gostar. 



 Olá pessoas, como vocês estão?

Hoje eu vim conversar sobre um quadrinho que aqueceu meu coração de formas inexplicáveis. Uma leitura que foi tão quentinha e acolhedora que eu queria ter lido quando era adolescente e tava sofrendo com a questão de não pertencer a lugar nenhum. 


Arlindo é um adolescente dos anos 2000, assim como eu! Ele gosta de cantar Sandy e Júnior, sair com os amigos e viver essa fase da vida do melhor jeito possivel numa cidade no interior do Rio Grande do Norte. Também ajuda a mãe a cuidar da irmã mais nova e fazer doces pra vender. Um adolescente normal.

Porém, por mais que ele se esforce, muita gente não o aceita. Seu pai fala coisas maldosas a seu respeito e muitaas pessoas o chamam de "viadinho", ele acaba tendo que buscar apoio em outras pessoas.

Mas, pra mim, a melhor parte da história é quando ele, junto com os amigos, percebem que não vale a pena se doer por conta desse tipo de gente, que lutar por quem eles são é muito melhor e gratificante. E foi ai que a história me pegou.

Quando mais nova, já falei várias vezes por aqui, eu sofri bastante com isso de pertencer a algum lugar. Quando entendi que eu sou lésbica, meus pais não aceitaram muito bem e muitas pessoas se afastaram de mim. Depois de um tempo, eu acabei encontrando pessoas nas quais poderia me agarrar mas isso levou anos.

É muito triste saber que, isso que o Arlindo passou, muitos adolescentes LGBTQIAP+ passam também, as vezes de um jeito pior. Ter amigos que te entendam e te apoiem é algo que eu prezo muito hoje em dia. Mesmo que sejam poucos, meus amigos sempre estão ali do meu lado pra me ajudar nessas questões.

Eu chorei muito nessa parte aqui do lado, quando todos estão se apoiando e a mãe do Arlindo também o apoia incondicionalmente, isso faltou pra mim e acredito que fiquei mais emocionada ainda por conta disso.

Essa Gaphic Novel é uma das coisas mais sensiveis e bonitas que eu li. Cheia de regionalidade, amor, amizade, anos 2000 e toda a cultura daquela época (inclusive os sms), mexeram comigo e me transportaram pra um lugar meio distante, mas que ainda me dói bastante.

Os traços da Lu são lindos e muito caracteristicos, eu amei demais a experiência que foi ler a história do Arlindo! Saber que a gente não tá só é muito importante pra continuar lutando e resistindo. Obrigada por isso, Lu!


 Olá, como você está hoje?

Hoje eu vim falar sobre o primeiro mangá que eu li e devo começar dizendo que ler "ao contrario" foi um desafio pra mim. Minha esposa, a Renata, é mais habituada nessa coisa de mangá pelo fato de sempre ter curtido essa cultura. Mas eu nunca fui muito fã de anime e nem de mangá, mas com esse eu fiquei bem curiosa pra ler por conta da protagonista ser lésbica e que a primeira experiência sexual dela foi com uma prostituta, mas o mangá ainda vai mais fundo e fala sobre muitas coisas que fizeram muito sentido pra mim.


A protagonista é a própria autora do mangá e isso logo de cara me impressionou. Ela tem muitas questões consigo e muitos problemas psicológicos. Uma das coisas que mais a incomoda é uma parte da cabeça dela que não tem cabelo porque ela mesma tirou. 

Também é falado algo que fez muito sentido pra mim: a aprovação dos pais. O sonho da protagonista sempre foi viver da arte, mas ela procura bicos incessantemente pra poder agradar os pais que sempre disseram a ela que o certo é ter um emprego, pagar aluguel e afins. Por um tempo, até dá certo, mas as crises depressivas dela pioram e ela precisa voltar a morar com os pais e isso da aprovação se intensifica mais ainda.

Junto com tudo isso, ela também percebe a solidão dentro dela e questiona muita coisa sobre a sexualidade dela, e é nesse momento, entre surtos de aprovação dos pais e a vontade de ser uma adulta, que ela resolve transar pela primeira vez e pra isso, ela marca com uma prostituta. Depois disso, ainda surgem muitos questionamentos, afiinal, estamos sempre nos questionando né.


Esse mangá e muito intenso, ele realmente não é recomendado pra menores de 18 anos, não só por ter cenas de sexo, mas por descrever vividamente muitas crises depressivas e ansiosas, em alguns pontos essas descrições me deixaram meio incomodada e eu precisei pausar a leitura e tentar ler outra coisa que me incomodasse menos.

Além dessa coisa da aprovação dos pais que fez muito sentido pra mim, inclusive trabalho isso na terapia, o ponto da solidão fez muito sentido pra mim. Minha solidão não é a mesma da protagonista, mas também dói muito, parece que o fato de ser lésbica (sim, só isso, porque de resto eu tô completamente dentro dos padrões) faz com que eu me sinta excluida e diferente de todo mundo que me rodeia diariamente. Muito doido né?

Eu adorei o primeiro contato com o mangá. Os traços de Kabi são muito bons e o humor é bem peculiar, eu gostei bastante. Vale muito a pena ler mas eu recomendo ir com calma, é uma leitura bem pesada.

Me conta aqui, já conhecia esse mangá? Tem o hábito de ler?

Até o próximo post!


Olá pessoas, como vocês estão? 

Por aqui as coisas andam bem corridas mas, quando se trata de leituras, tá tudo bem devagar, quase parando na verdade HAHAHAHAHA


Hoje eu vim conversar com vocês sobre um livro de terror, bem curtinho e bastante dinâmico que eu recebi em parceria com a Editora Caligari e, se você se interessar pelo livro, você pode comprar ele aqui e usando o cupom UNICORNIO10 você ganha um descontinho e me ajuda também! Vamos lá?




Aqui, vamos conhecer a história da Dora, uma mulher que mora numa cidade daquelas bem pequenas, cheia de gente fofoqueira e histórias bizarras no interior do estado de Minas Gerais. Ela está procurando emprego agora que decidiu voltar a morar por lá e ela encontra a oportunidade perfeita no único hospital psiquiátrico que existe na cidade.


Como toda boa história de terror, esse hospital e a família que o fundou, também é rodeada de segredos e histórias que nem os habitantes da cidade podem confirmar. Porém, como boa cética que é, Dora ignora isso tudo e decide tentar entrar no emprego.


Claro que ela consegue o emprego, mas aí as coisas começam a ficar um pouco estranhas a cada dia que passa. Aparentemente, o hospital só abriga mulheres e elas passam a maior parte do tempo dopadas e nas fichas desses pacientes, não há nada que explique o motivo de estarem ali. Juntando com o fato de que a própria Dora começa a experienciar algumas coisas meio bizarras e duvidar da sua sanidade, temos uma história incrivel.




Eu tava muito curiosa pra ler esse livro e nossa, eu adorei! Não é segredo pra ninguém que eu amo uma história de terror, ainda mais se for um terror lésbico pois sim, a Dora tem uma namorada ao longo da história que é aquele casal que me deixou de coração quentinho!


A escolha da autora de colocar toda a trama num hospital psiquiatrico e numa cidade minuscula foi muito acertada, isso deu um toque muito brasileiro e real pra história. Além disso, o livro aborda lesbofobia, “terapia de reversão sexual”, machismo e união feminina, pontos que me encantaram bastante na história e que foram muito bem trabalhados. 


Durante a leitura das quase 200 páginas, eu me vi torcendo demais pela Dora e, na hora que acontece o ponto de virada do livro, eu não consegui mais parar de ler e acabei a história gritando de desespero e felicidade HAHAHAHAHAHA E a razão por trás do nome do livro também é bastante assustadora e eu real fui pesquisar sobre e deu até um medinho.


Adorei o primeiro contato com a escrita da Luísa Bento, foi uma leitura muito boa e eu quero ler mais coisas dela em breve! E ai, já conhecia o livro? Você também gosta de histórias de terror?

 Olá pessoas, como vocês estão? Hoje eu vim conversar um pouco sobre os últimos dias da minha vida e como esse ano tá insano. E claro, pra não perder o hábito, também vai rolar resumo desses meses que eu sumi.

Photo by Diego San on Unsplash

Desde que a pandemia começou, não tem sido fácil pra ninguém. Mas em outubro e agora em novembro, as coisas ficaram bem mais complicadas. Perto do fim de setembro, eu e a Renata pegamos covid. Mesmo que nós tenhamos tomado muito cuidado, alguma coisa aconteceu e, talvez pela volta do trabalho presencial, acabamos nos infectando. Foi um periodo dificil, eu precisei tomar antibiótico por conta da minha saúde ser bem frágil. E eu devo dizer que até agora eu não me sinto 100% recuperada. Mas a Renata tá super bem!

Depois disso, eu já achava que não poderia ficar pior mas ficou. Uma das minhas gatinhas sumiu durante 7 dias, pouco antes do meu aniversário. Eu nunca senti uma dor tão grande, precisei fazer sessão de emergência com a minha psicológa, eu entrei num buraco que eu nem sabia ser possivel entrar. Depois de 7 dias, achamos ela e a resgatamos. Não vou entrar em detalhes, mas ela estava presa dentro de uma casa na mesma calçada da minha casa, sem comer e beber por todo esse tempo. Não sabemos se foi de propósito, mas suspeitamos que sim. 

Quando toda essa dor começou a amenizar eu percebi que, de novo, eu tava ultrapassando meus limites e me forçando a fazer coisas que eu não dou conta de fazer, sustentar um peso que não consigo. Obviamente que eu sou privilegiada por ter a chance de fazer terapia e me conhecer e entender que eu flerto com o sofrimento mais do que eu imaginava que flertava. Por isso eu precisei ir com calma e redefinir as minhas prioridades, por isso eu acabei parando de postar por aqui e no insta.

Mas agora, eu sinto que tá tudo bem e que eu me sinto pronta pra voltar, porém respeitando meus limites e a minha criatividade. E ah, eu mudei a cor do cabelo também! Agora ele tá verde, mas eu confesso que não gostei muito, achei que a tinta tá desbotando muito rápido. 

Bom, vamos ao que eu li nesse periodo de afastamento.


Durante esse tempo eu acabei percebendo que também tava me forçando a ler, algo que, depois de perceber, tentei pensar como algo divertido, como antes. Agora eu leio quando tô com vontade e é isso ai, não vou me forçar a nada. Eu adorei a meioria das leituras que fiz e tem sido um periodo bem bacana.

De assistidos, eu confesso que não vi quase nada. Terminei mais um dorama e terminei de ver Stranger Things, foi basicamente isso HAHAHAHAHAHAH

Eu termino esse texto falando que eu tô feliz e tranquila, eu realmente me sinto mais confortavel na minha rotina e, depois de um tempo, tô me permitindo voltar a sonhar e voltar a ter pensamentos bons sobre o futuro. Eu espero que continue dessa forma. E, só pra não perder o hábito: caso você queira ver mais sobre minhas leituras e conversar, me segue no instagram, é só clicar aqui. 

Até o próximo post!


Olá pessoas, como vocês estão?

Faz um bom tempo que não apareço por aqui né? Os dias têm sido difíceis e eu precisei tirar um tempo pra pensar só em mim e na minha cabeça, afinal, se nossa cabeça tá ruim, tudo fica ruim junto. Em um post futuro, vou explicar tudo que rolou! Mas vamos falar de um livro fofinho e quentinho no coração! 


Um tempo atrás eu e minha esposa trabalhamos no lançamento do primeiro livro da Gisele e da Bruna, que foi Diário de bordo de uma impostora, vou deixar o link aqui caso você não tenha visto. E recentemente elas entraram em contato comigo pra me mandar o livro novo, que é uma novela mas que facilmente poderia ser um livro de 300 páginas. Eu não reclamaria HAHAHAHAHAHAH




Aqui a gente conhece a Laura, que tem uma sensação de que sua vida tem sido a mesma durante muito tempo, sempre seguindo a mesma rotina, vendo as mesmas pessoas, coisas que a gente costuma fazer bastante. Um dia, ela decide que vai mentir que está doente e não irá trabalhar para curtir aquele dia e fazer com que ele seja incrível. “Todo mundo precisa de um dia off”.


O que era pra ser só um dia de folga se torna uma aventura maluca quando ela encontra uma desconhecida muito bonita em um café que ela costuma ir, percebe que a menina tá meio triste e resolve conversar com ela. Nisso, as duas mulheres que nem sabiam da existência uma da outra até 5 minutos atrás, cancelaram todos os planos e vão viver a vida durante aquele dia! Tudo na minha carreira!!


"A vida realmente vale mais a pena quando a gente se permite deixar levar por ela."


Eu nunca vou cansar de elogiar a escrita dessas duas e a criatividade que elas tem pra comédias românticas sáficas, é tudo que eu precisava ler e ainda mais! Essa novela é cheia de frio na barriga, café, aventuras, balão e um amor que surge de uma forma completamente inesperada e claro, segredos sobre a vida uma da outra.


Eu amei essa história! Tudo bem que eu sou suspeita pra falar sobre comédia romântica mas sério, essa história é perfeita! Tem tudo que eu sempre quis ver num filme bobo da sessão da tarde e eu nunca vi, essas mulheres servem absolutamente tudo que toda sáfica precisa pra viver nesse mundo caótico!


Essa aventura acontece mesmo no periodo de um dia e é muito doido quando a gente para pra pensar que tudo isso pode acontecer em um dia, até eu queria viver uma aventura dessas mesmo que eu morra de medo de balão e de altura HAHAHHAHAHAHAH


Leiam os livros da Gisele e da Bruna! Elas são uns amores de pessoa e escrevem coisas lindas pra deixar a gente de coração quentinho, tudo que a gente precisa né?


E ai, gostou da dica? Me conta aqui! Até o próximo post!