Olá brilhinhos, como estamos hoje?

Eu adoro fazer listinhas e como em março é comemorado o mês das mulheres, eu resolvi vir aqui e falar sobre algumas escritoras que eu admiro muito! Aqui só tem escritoras que eu li, pois se eu fosse colocar aqui todas as que eu admiro, isso aqui ia ficar gigante! Aqui nessa lista tem escritoras nacionais e gringas e se você quiser conhecer o que essa mulher escreveu, é só clicar no nome dela que você será redirecionado pra página dela na Amazon. Vamos lá então!


Nina Spim: Além de ser uma pessoa muito fofa e super legal de se conversar, a Nina tem uma delicadeza fora do normal pra escrever. Mesmo quando ela escreve sobre algo que não faz parte da realidade dela, tem um tato gigantesco pra tratar do assunto. Ela também escreve sobre saúde mental e nossa, são trabalhos incriveis mesmo! Eu conheci a Nina através do blog que ela mantém e comecei a ler os trabalhos dela e me apaixonei, hoje em dia eu panfleto a Nina até não dar mais!


Maria Freitas: Eu não perco uma oportunidade de panfletar a Maria! Apesar de estar meio em falta com a panfletagem, eu acredito que ela saiba o quanto ela é especial pra mim, o quanto ela me ajudou e me ajuda até hoje. Conheci ela através do livro A vida Perfeita de Teca e depois disso ela se tornou uma pessoa que eu admiro em tudo! Eu já entrevistei a Maria pra cá e dá pra ver o quanto ela é incrivel e talentosa. Além de escrever, ela mantém um canal no YouTube e produz conteúdo em muitos lugares, ela é uma pessoa que você deve conhecer!

Lethycia Dias: A Lethycia eu conehci através do Twitter, ela sempre teve uma presença super bacana e divertida por lá e um dia eu vi o instagram dela, onde ela fala sobre livros, e adorei a forma descontraída que ela escreve, e quando lançou o conto dela, eu claramente fui correndo ler e amei com todas as minhas forças! Vale muito a pena acompanhar tudo que a Lethycia faz!

Angie Thomas: Essa mulher é f*da, juro. Comecei lendo 'O ódio que você semeia' e esse livro me rendeu muitos debates. Na época, eu tava no começo da faculdade e esse livro serviu inclusive de inspiração pra um trabalho que eu fiz e quando eu apresentei, foi incrivel ver quantas pessoas passaram a pensar sobre isso. Eu, como pessoa branca, não enxergo essas coisas que eram retratadas no livro e conhecer essa realidade foi muito chocante pra mim, agora, casada com a Rê, eu vejo o quão podre e probelmático é o racismo, como isso afeta toda uma vida. Estou lendo o novo livro dela e ele também é muito pesado, tô na metade dele e já tô questionando meio mundo. Se você é uma pessoa branca, eu recomendo que leia, vai te fazer ver coisas que a gente nem percebe.

Margaret Atwood: Essa senhora que tem cara de doida (desculpa, mas ela parece aquelas velhinhas super pra frente, né?!) é a criadora da melhor distopia que eu li na vida! Eu demorei muito pra ler O Conto da Aia porque eu sabia que o negócio ia mexer comigo de uma forma que eu não sei se aguentaria, mas eu fui lá e li e quando acabei, eu estava morta e enterrada, que livro incrivel! Quando lançou Os Testamentos eu sabia que precisava ler e foi uma das primeiras leituras desse ano e nossa, que livro incrivel! A autora também escreveu outros titulos sempre nessa vibe de ficção cientifica e distopia e eu quero muito ler tudo que ela escreveu!

Alison Bechdel: Essa mulher tem um lugar especial no meu coração, essa mulher é uma quadrinista que escreveu 'Fun Home' e 'Você é minha mãe?', duas HQs autobiograficas que falam da relação dela com os pais, sobre a "lesbiquice" dela e muitos outros conflitos familiares. Ela usa de metáforas e comparações que fazem com a história toda tenha um charme enorme, mesmo que as duas histórias sejam bem trágicas e pesadas. Eu gosto muito dessas histórias, acho que mesmo que eu não tenha me visto em tudo ali, eu me vi em muita coisa e isso fez com que as histórias fossem especiais pra mim. Fora os questionamentos internos que a gente faz quando lê né?! Bom, conheçam ela, sério! O trabalho dela é fenomenal!

Diedra Roiz e Wind Rose: Aqui eu admito que dei uma trapaceada de unir as duas em um tópico só, mas juro, além de serem ótimas ecritoras, elas são a inspiração de relacionamento e de força pra mim.  Eu li primeiro a Wind por influencia da minha esposa que é louca por ela e a acompanha desde o ABCLes, e esse livro foi o primeiro drama erótico lésbico que eu li na vida, desde então, eu sou a louca de panfletar a Wind! Ainda tô no aguardo de um livro novo dela, mas até onde eu sei, ela tá se preparando pra defender o mestrado, então acho que só depois disso. Já a Diedra é um monstro no quesito escrever né?! Essa mulher deve ter uns 60 livros escritos, sem brincadeira. Eu comecei a ler ela por causa da Trilogia do Suave Tom do Abismo e agora eu estou realmente viciada, apesar de ter certeza que jamais conseguirei ler tudo que ela escreveu, sigo tentando (risos). Essas mulheres são tudo de incrivel na vida!

Chimamanda Ngozi Adichie: Eu sempre ouvi falar muito dela, mas só li um livro dela recentemente, eu só tinha lido as trasncrissões das palestras dela sobre feminismo, que aliás são fora do normal, todo mundo deveria ler. Eu gostei muito da forma como ela abordou o racismo, de uma forma que não me chocou logo de cara, mas se for juntar o conjunto todo da obra, foi um soco no estômago que me deixou de cama por cinco dias. Outra coisa bacana sobre ela é que, assim como quase todas as escritoras negras que eu li, elas falam de uma forma muito crua sobre a realidade delas e isso chega quase a ser didático pra nós branquelos. Acho que tudo isso fez com que eu gostasse muito da escrita dela. Sem sombra de dúvida eu quero ler os outros livros dela.

Lis Selwyn: Não tem como fazer uma lista de mulheres incriveis sem falar dessa pessoa que um dia eu quero conhecer pessoalmente e dar um abraço e tomar um chá (ainda não me conformo que existem pessoas que não tomam café)! A Lis é uma pessoa muito especial, além de ser da mesma casa que eu em Harry Potter, ela é super simpatica e afetiva, todas as vezes que eu conversei com ela, sempre foram conversas que eu ri muito! A Lis também escreve romances lésbicos e o jeito que ela escreve é super gostoso de ler. Eu já li dois livros dela e foram experiências fantasticas! Eu sou a louca do casal sapatão né, não posso ver um que eu já tô ali shippando e vibrando! Mas sério, essa mulher é incrivel. Vale muito a pena conhecer o trabalho dela e me ajudar no protesto pra ler o livro de terror lesbico que ela escreveu kkkkkk

Beatriz Lúcio: Carinhosamente apelidada por mim de George R. R. Bia (piadas internas), a Bia é o ser humano mais tudo na vida! Ela escreveu 'Quando Fernando Morreu' e 'Sozinha com as Sombras' e esse ultimo é uma saga de mil livros e que quando eu li, cada capitulo era um audio diferente surtando e criando teorias  e a Bia ouviu todos e vibrou comigo em cada descoberta que eu fiz. Assim como todo mundo da patota da Maria, ela tem uma delicadeza e um cuidado pra escrever, tudo que ela escreve é impecavel, não tem nem como criticar. Ela é uma pessoa maravilhosa que eu também quero conhecer e que merece o mundo todo!


Lais Lacet: A Lais é aquele tipo de escritora que você não sabe nem como que fala dela, tamanha a grandeza. Ela escreveu 'Da Tua Rosa' que foi uma das melhores fantasias que eu li na vida, digna de ser sempre lida e repensada. A Lais é incrivel e isso é tudo que vocês precisam saber. Ponto. 

Bom essas foram algumas das escritoras que eu mais admiro, tem mais uma renca de mulheres incriveis que eu acho que todo mundo deveria ler pois o trabalho delas é fora do normal. Mas é isso por ora, semana que vem eu volto aqui com mais uma lista de mulheres incriveis.

Me conta ai, conhecia alguma das escritoras que eu citei? Já tinham ouvido falar? Me indique aqui nos comentários alguma autora que eu não tenha citado aqui pra eu conhecer!

Beijos e brilhos!!


E ai meus brilhinhos, como estamos hoje?

Esse post é pra exaltar a beleza dessa série chamada IANOWT (desculpa, o nome é enorme, vou abreviar sim) que me prendeu do começo ao fim, o que é muito raro, e que me fez gritar!!!


Quando eu vi o trailer e vi a menina de vestido branco todo manchado com o que parecia ser sangue, eu logo pensei no livro Carrie, a estranha e coloquei na cabeça que eu precisava assistir e que iria ser perfeito, dito e feito! Ainda por cima que TEM ELENCO DE IT ALI E A QUIMICA TA INCRIVEL GENTE DO CÉU! Eu tô muito surtada com essa série.

Pra quem não sabe, essa série é uma adaptação de uma GN homônima que, até o presente momento, ainda não foi traduzida pro português, mas eu comprei a minha em inglês pela bagatela de 22 reais, então tá tudo certo.

Voltando pra série, temos aqui a Syd, que é uma adolescente que tá passando por uma fase dificil. O pai dela se suicidou tem pouco tempo, então a familia ainda tá se ajeitando com toda essa realidade nova e pra ajudar, (OLHA A REFERENCIA AMADAS) ela tem poderes! Sim, ela consegue mover as coisas com a força da mente, mas só quando ela tá com muita raiva ou muito triste. Apesar de ter uma super mega vibe de Carrie, eu achei a Syd bem original, ela se mostra muito "dela", mesmo com os conflitos com a mãe, o fato de a melhor amiga ter arranjado um namorado valentão e todos os conflitos dessa fase da vida.

Os episódios da série são bem curtinhos, o que eu descobri conversando com a Rê. A série foi roteirizada pela mesma pessoa que roterizou The End of the F****ing World, por isso os episódios são curtinhos e corridos, o que não mexe em nada no entendimento da história, muito pelo contrario. Eu tenho uma dificuldade imensa em me concentrar em séries com episódios muito grandes e nessa eu fiquei totalmente vidrada!

A série tem 7 episódios que não chegam nem a 30 minutos e o final dá uma abertura muito bacana pra uma segunda temporada que eu espero que tenha! Essa vibe meio colegial que a série tem, é um baita charme da produção que venhamos e convenhamos, lembra um pouco uma vibe Stranger Things e merece ser exaltado também, sem contar que eu amei a fotografia da série, foi uma coisa que agradou muito meus olhos!

Acho que eu descobri o meu tipo de série! Realmente estou apaixonada por essa série!
E ai meus brilhinhos, como estamos hoje?

Hoje eu vim conversar com vocês sobre o meu mês de fevereiro! Pra começar, fevereiro foi uma mês bastante atípico por aqui, esse foi meu último mês de férias e eu também fiquei sem celular (ele parou no fim de janeiro, choros) e ainda não tenho previsão de comprar outro então, tô usando o celular da Renata pra quebrar um galho, mas só quando estamos em casa no mesmo horario, triste; Voltando, foi meu último mês de férias. Eu volto a trabalhar agora na primeira semana de março e as aulas da universidade voltam dia 16, então eu usei esse mês pra ler tudo que eu podia e ver tudo que eu podia também, afinal, eu tava super entediada sem celular né?!

De qualquer modo, vamos lá ver o que eu fiz!















Como deu pra ver, eu li uma penca de coisa! Mas gostaria de dizer que '1+1' e 'Arquivos de Serial Killers' foram livros que eu terminei em fevereiro, eu comecei 1+1 nos últimos dias de janeiro e Serial Killers no ano passado! Sim, no ano passado. Apesar de ser um assunto que eu gosto muito, eu não consigo ler muito por dia e também acabei pausando ele várias vezes por conta de outras leituras que eu tive que priorizar... Mas foi um mês produtivo!

Tmabém comecei a reler mais uma vez a saga Harry Potter, mas dessa vez eu tô lendo (ou tentando) ler com o meu amigo que nunca leu, mas eu me empolguei e já tô acabando o terceiro - rindo de nervoso.

Eu também li 'Por Lugares Incriveis', eu queria muito ver o filme e vi que esse livro divide bastante as opiniões dos bookstans e resolvi arriscar. Eu gostei até, é um livro dolorido, cheio de gatilhos e que me deixou em crise de ansiedade, mas eu não achei ele problemático em nenhum ponto, achei ele verdadeiro. Pretendo ver o filme em breve e fazer uma comparação com livro e filme, mas pelo que pude ver, eu provavelmente vou dar com a cara na porta. A maioria das pessoas não gostou do filme!

Esse mês não tem condição de fazer ranking de melhores leituras, eu dei a sorte de gostar de quase tudo que eu li!

















Como deu pra ver, eu também consegui ver bastante coisa! Consegui ver alguns filmes que eu tava postergando porque achei que ia me decepcionar (tipo Doutor Sono) e consegui ver algumas coisas que tavam na minha lista e até uns lançamentos.

Gente, não pensem que Doutor Sono me decepcionou, mas eu fiquei chateada porque é um dos únicos livros do King que tem um final feliz e eles foram lá e fizeram o final de O Iluminado. Mas tudo bem, eu gostei muito do filme e ele é bem explicado, quem não leu os livros consegue entender super bem. Do King também vi 1922, que é a adaptação de um conto do 'Escuridão total sem estrelas' se eu não estiver enganada, e eu amei demais esse filme, muito bom mesmo!

Sobre Moonlight eu chorei como uma condenada, um filme fenomenal, que quebra tantos estereótipos, eu preciso vir falar dele por aqui, que filme!!

Jojo Rabbit eu vi porque peguei uns pedaços do filme quando a Renata tava assistindo e me pareceu bem engraçado, mas eu chorei no fim do filme também e acho que ele mereceu o Oscar que levou, que filme incrivel!!

Sobre séries, só vi três: Rua Augusta, que tem no Prime Video, é uma série policial super bacana, bem instigante e que me deixou vidrada do começo ao fim; Não Fale com Estranhos foi sensacional, eu não li o livro que deu origem a série, mas deve ser muito incrivel também! Sobre IANOWT, eu vou vir falar dessa série ao longo desse mês! Que série fenomenal!

Bom, esse foi o meu mês de fevereiro, acho que ele só foi produtivo porque eu não tinha celular pra me distrair ou seja, ele foi produtivo pois as chances de eu morrer de tédio eram enormes - risos.

Me conta como foi seu mês! Foi produtivo? Ficou de ressaca?

E aí meus brilhinhos, como estamos hoje? O livro de hoje é bem especial pra mim. Antes de mais nada, vou explicar o contexto dele.

O Felipe escreveu um outro livro que, inclusive me salvou num momento difícil, que se chama ‘Para onde vão os Suicidas’ (clique aqui pra ver a resenha) e eu conheci Eloáh nesse livro, foi inclusive o personagem que eu mais gostei e quando eu fui conversar com o Felipe e contei que tinha adorado Eloáh, ele me contou que estava escrevendo um livro sobre Eloáh e desde então eu tô doida pra ler esse livro. O momento chegou, senhoras e senhores!!



 O nascimento de Eloáh foi celebrado com grande alegria por sua família. Com grandes olhos castanhos e cabelos loiros, conquistou rapidamente a alegria de todos ao redor. Na infância, serelepe e de curiosidade insaciável, logo aprendeu a ler e escrever. Mergulhou em livros e histórias. Era o orgulho de seu pai e mãe.Porém, conforme o seu crescimento, passou a notar cochichos, olhares diferentes e a relação com seus pais desandou. Tinha nove anos e não entendia o motivo daquelas reuniões ao seu respeito e nem porque um padre sempre lhe benzia e orava, usando versículos e palavras que não compreendia.Foi com doze anos que seu pai entrou em seu quarto e teve uma conversa de quase duas horas. Após sua saída, só conseguiu fechar os olhos, deixar as lágrimas caírem e tentar esquecer a palavra que ecoava em sua mente: aberração.*O livro foi cedido pelo autor; A história pode conter gatilhos.

No começo do livro, a gente conhece Eloáh, filho de uma mãe artista que se calou em nome do casamento e do marido extremamente abusivo. Seu pai é pastor de uma igreja e é extremamente rígido e preza pela moral e os bons costumes, mas vai no prostibulo e tem caso com todas as mulheres possíveis e imagináveis, é agressivo e um completo lixo de pessoa. Eloáh é adolescente, no ultimo ano do ensino médio.

A família mora na Cidade dos confetes, um lugar recheado de gente famosa e adepta dessa coisa da moral e dos bons costumes. Ele estuda na melhor escola da cidade, junto com todos os filhos pessoas importantes da cidade.

Eloáh não consegue se olhar no espelho, o espelho não reflete quem é. É uma pessoa infeliz, que tem pensamentos suicidas, sofre bullying por sua aparência na escola onde estuda... acho que já deu pra entender né?!

“Estar aqui é engraçado, porque eu nunca tive a oportunidade de me apresentar pra ninguém. Ainda assim, se perguntarem a meu respeito, a maioria terá algo a contar sobre mim. Porém ao menos dessa vez, gostaria que me conhecessem através de minhas palavras. Eu me chamo Eloáh. Segundo meu pai, esse nome é bíblico e significa, literalmente, Deus.”


Esse livro é difícil de se ler desde o começo. As agressões que Eloáh sofre são inumanas, os professores e responsáveis acham ok maltratar uma pessoa só por ela ser diferente, e pra ajudar ainda mais nisso, o pai, que já é um completo perturbado, manda Eloáh pra fazer terapia com um psicóloga que acredita na “Cura Gay”.

As consultas com essa psicóloga são de dar nojo em qualquer um, ainda mais porque ela quebra o sigilo médico e ainda tem a capacidade de falar que Eloáh só é assim por causa da mãe.

Mas como tudo pode ter um lado bom, Eloáh conhece Sam, um garoto negro de cabelo azul que se veste de uma forma fantástica e que é bolsista na escola. A amizade que se constrói entre os dois é muito real, e mostra que dificilmente a gente supera as adversidades sozinho. Também tem o vizinho de Eloáh, o senhor Luís, um viúvo super pra frente e que fica no jardim ouvindo musica e dançando sozinho; a amizade dos dois também é muito bonita.
Dito isso, aqui acompanhamos uma jornada cheia de altos e baixos assim como a vida da maioria dos LGBT+, uma história sobre amizade, sobre a força do ser, do existir e principalmente, de coragem; afinal, ninguém tem o direito de tirar a nossas cores.

“Quantas vezes você se mata ao aprisionar sua verdadeira identidade?”

Eu nunca vou me cansar de elogiar a forma como o Felipe escreve cenas tristes e horríveis com um tato imenso, é o tipo de escrita que choca mas que vai te fazer pensar muito sobre esse tipo de coisa e se questionar muito sobre a falsidade do mundo e esse livro talvez seja uma representação de como é a vida das pessoas LGBT+, não só dos Trans.

O desfecho dos personagens é sensacional e ao longo do livro eu chorei muitas vezes, tem muita coisa ali que eu também passei e, me atrevo a dizer, mais incrível do que acompanhar Eloáh em sua jornada de aceitação, é acompanhar a mãe saindo do transe do relacionamento abusivo. O livro pode ser triste, mas é um dos livros que eu li que tem “final feliz”.

Eu recomendaria esse livro de olhos fechados pra todo mundo, do mesmo jeito que continuo recomendando ‘Para onde vão os Suicidas’. Realmente, esses livros que fazem a gente sofrer são uma forma mais bruta de abordar a realidade que a gente vive. Obrigada por mais essa, Felipe.

Olá brilhinhos, como estamos hoje?

Hoje eu vim contar pra vocês como foi a minha experiência com o livro ‘Ela disse’, que conta os bastidores daquela reportagem sobre o Harvey Weinstein, da Miramax, que acabou por impulsionar o movimento #MeToo na internet.



Aqui temos um livro jornalístico, que conta todo o processo das jornalistas do NYT em publicar e apurar os dados sobre assédio sexual por parte do Harvey, o produtor da Miramax que, inclusive, ganhou uma par de Oscar ao longo da vida e, uma das atrizes de Shakespeare Apaixonado que levou o Oscar, falou sobre os abusos sofridos por Harvey.

O livro fala sobre comprar o silêncio das vítimas por meio de acordos de confidencialidade, sobre como isso ficou escondido, sobre as leis dos EUA que meio que permitem que o assédio se perpetue… É uma coisa absurda de se ler, sobre o tanto de dinheiro envolvido, sobre como o mundo de Hollywood é podre com as mulheres, uma baita duma crítica aos homens endinheirados que acham que podem tratar as mulheres de qualquer jeito.
 “Me fizeram passar vergonha enquanto adulavam meu estuprador.”

Eu gosto muito de livros jornalísticos, eles sempre são muito realistas e ler esse livro, me deu um choque tão grande! Eu não acompanhei tanto assim o movimento, porque ele chegou aqui no Brasil com outro nome e eu também não era das mais ligadas em redes sociais, mas foi uma leitura intensa, não diminuiu em nada o impacto. Eu também fui ler todas as reportagens que são citadas no livro e elas são muito boas, eu sempre leio o NYT quando posso e vale a pena, recomendo que todo mundo leia.

O livro é super detalhado, conta desde aquela reportagem sobre o Trump, o que levou as duas a pesquisar sobre isso, o processo de contatar as fontes, a escrita do furo, as coisas horrendas que aconteceram, inclusive tem as transcrições dos relatos das vítimas do produtor.

No fim do livro, tem uma entrevista em conjunto com todas as pessoas que participaram e que falaram sobre o caso em público, tanto na primeira quanto na segunda reportagem, é um livro extremamente completo.

“Era esperado que eu guardasse segredo.”

Um livro que eu comecei a ler por acaso e que mexeu muito comigo, a sujeira por trás de tudo isso é surreal. E quando eu tive uma ressalva sobre o livro, que foi “se isso acontece com elas que são cheias de dinheiro e fama e elas tem medo, imagine comigo?” o livro foi lá e contou sobre outros casos de pessoas “normais”; uma acadêmica que sofreu uma tentativa de estupro e sobre moças que trabalham no McDonalds e que sofreram assédio, gente normal que também teve coragem.

Esse livro, acima de qualquer coisa, é a prova concreta de que se a gente der as mãos, ninguém vence a gente. Quando alguém toma a frente, acaba impulsionando um mar de gente que também tem histórias tristes pra contar, mas só precisavam de um pontapé. Eu mesma, só consegui contar as duas coisas que aconteceram comigo pra minha esposa, tem pouco tempo. A gente carrega essa dor pelo resto da vida, mas quando a gente divide o fardo, acho que as coisas tendem a melhorar.

Se tiverem oportunidade, leiam o livro e as reportagens, elas estão disponíveis no site do NYT.
Hoje vamos falar sobre maior premiação do cinema, mas especificamente os vencedores deste ano. Embora muitos filmes, atores e diretores tenham ficado esquecidos no churrasco na premiação desse ano, a cerimonia nos trouxe um evento inédito em sua principal categoria.

Tenho que dizer de todos as cerimonias do Oscar que já vi essa foi a que mais me surpreendeu em algumas categorias. Bora lá.



Melhor ator coadjuvante:

Brad Pitt – Era uma vez em Hollywood

Sem duvida eu achei que o Irlandês levaria a premiação pois se trava do grande Al Pacino na disputa pela estatueta, aí já começou minhas surpresas da noite. A fabula de Tarantino muito bem dirigida e escrita deu a Brad o destaque que ele precisava com esse personagem que em sua simplicidade é muito carismático, pessoalmente pra mim o filme é de Brad ainda mais pela cena do Rancho, onde o clima de faroeste predomina e ficamos tensos achando que algo vai dar errado a qualquer momento.





Melhor atriz coadjuvante:

Laura Dern – História de um casamento

Minha torcida e esperança eram para Scarlett Johansson – Jojo Rabbit pois o filme tem uma sutileza que me pegou e deixou de coração quentinho o papel dela me lembrou um pouco o aclamado a vida é bela, especialmente pelo que acontece com ela durante a trama, mas falando da ganhadora em Historia de um casamento eu não posso negar em como ela está bem, atuação foi realmente muito bem desenvolvida principalmente pelo diálogos muito bem escritos do roteiro.




Melhor ator:

Joaquim Phoenix – Coringa

Já esperado por todos, temos que reconhecer que Joaquim está muito bem nessa releitura realista do coringa, um filme trouxe um ar novo para adaptações mais realista e serias sobre personagens de quadrinhos.



Melhor atriz:

Renée Zellweger - Judy: Muito Além do Arco-Íris

Esse eu achei sem dúvida o prêmio mais merecido da noite seguido por parasita mais abaixo. Pela atuação da atriz e pela sua grande volta por cima na vida pessoal que podemos traçar em paralelo com sua personagem, que lhe deu a oportunidade de levar a estatueta par casa. O Filme e fabulo e muito se deve a entrega de Renée ao papel vale muito apena ver essa cinebiografia de Judy.



Melhor animação:

Toy Story 4

Meu coração estava ali em Klaus que foi animação que surpreendeu completamente com sua história profunda em uma animação 2D que são extremamente raras na era da computação em 3D. mas competindo com os estúdios Pixar fica difícil. Falando sobre Toy Story 4, pessoalmente eu fui umas das pessoas que ficou com o pé atrás com essa animação pois para mim o final do longa 3 estava perfeito, era um fim grandioso para nossos amigos Wood e Buzz, mas ai os estúdios Pixar vem e me diz ainda há mais uma historia pra contar, meu  Deus foi muito melhor do que eu esperava, eu nem sabia que precisava desse filme, seus personagens conjurantes como o garfinho (lixoo!!) e Gabe Gabe que mexem com nossa criança interior.



Melhor curta animado:

Hair Love

Ai não tem discussão com ninguém, era o favorito e já tinha ganhado em outras premiações, gente, só vejam esse curta, pois nada do que eu diga aqui faz jus a essa pequena animação.




Melhor canção Original:

Rocketman – “(I’m gonna) Love me again”

Rocketman um dos filmes que achei que foi esquecido no churrasco da premiação, sem duvidas ele sofreu pela sua janela de exibição no ano passado fora das estreias que são direcionadas para o Oscar. Este filme de longe é muito melhor que Bohemia Rapsody se tratado de uma biografia musical. O prêmio foi merecido para essa ótima cinebiografia de Sir Elton John nua e crua sobre seus problemas com álcool e drogas, essa musica é realmente fascinante ainda em contexto com filme.



Melhor Roteiro adaptado

Taika Waititi - Jojo Rabbit

Ta ai mais uma surpresa da noite, todos os indicados eram de peso com o Irlandês, coringa que estava levando tudo em outras premiações, Adoráveis mulheres e Dois papas. Que são todas ótimas adaptações, mas o vencedor tem aquele ar fantasioso em meio a um dos piores conflitos humanos e ainda sim ele não deixa de nos mostrar mesmo com sua narrativa leve, ainda revela os eventos triste e sombria da segunda guerra mundial.





Melhor Roteiro Original:

Bong Joon Ho e Han Jin Won - Parasita

Mais uma surpresa da noite, o filme coreano levando melhor Roteiro original, merecidíssimo, com sua trama que merece um post só pra ela, deixa aí nos comentários se você quer uma crítica só sobre Parasita.

Melhor Direção:

Bong Joon Ho – Parasita

Outra surpresa da noite que até mesmo o diretor brincou em seu discurso, mas sem dúvidas a direção desse filme é impecável, já se nota pelos seus outros filmes com Hospedeiro que ganhou alguns prêmios no circuito internacional.






Melhor Filme:

Parasita

O grande marco da História um filme internacional ganhando na categoria melhor Filme e também melhor filme internacional.





Por hoje é só pessoal, citei aqui as categorias mais faladas e deixei as tecnicas, mas se vocês quiserem um sobre as categorias tecnicas deixa ai nos comentarios.

E caso também desejem que me aprofunde mais em algum filme deixa ai a sugestão ou pedido.

Forte abraço.





Olá brilhinhos, como estamos hoje? 

Hoje eu vim contar as minhas impressões sobre o livro ‘Desculpa e até logo’ do Alexandre Klein! Esse é o segundo livro que eu leio dele, já li ‘O nome dele é Erick’ e se você quiser ver a resenha que eu fiz pro blog da Bia (outra Bia), é só clicar aqui. Bom, vamos lá.



‘Desculpa e até logo’ tem como personagem principal o Pedro, um cara de mais ou menos uns 20 anos que, logo no começo do livro, recebe a notícia de que a mãe morreu atropelada ao atravessar a rua. Quando enterram sua mãe, ele joga uma flor no caixão e diz baixinho “Olhe por mim” e, por mais bizarro que isso pareça, um tempo depois, o fantasma da mãe dele aparece em casa! 

Dito isso, Pedro e sua mãe tentam descobrir juntos o porquê de ela ainda estar aqui com ele, mesmo que fantasma. Na ida à um médium, descobrem que Pedro precisa ser sincero com a mãe, contar 3 coisas que ele nunca contou pra ela; Na ida à psicóloga, ele recebe a missão de quebrar giz de cera coloridos a cada tarefa cumprida, cada cor da caixa corresponde a uma tarefa que vai unir os dois.

Entre tarefas, medos, um “padrasto” abusivo, coisas virando de ponta cabeça, temos a história do Pedro ou, melhor ainda, temos a história de como sua mãe era. Uma história emocionante.



Eu nem preciso dizer o quanto essa história mexeu comigo né?! Toda história que envolve essa coisa de mãe mexe bastante comigo (pra quem não sabe, eu não tenho contato com a minha).

Quando eu li algo do Alexandre pela primeira vez, logo de cara eu me encantei com a narrativa dele, com o jeito que ele escreve, mais parece que ele tá ali na sua frente contando algo que aconteceu com ele. Nesse livro não é diferente, levando em conta que esse livro é um presente pra mãe dele, na vida real.

Eu achei bem ousado da parte dele escrever algo sobre a morte de uma mãe e sobre como o filho lida com a perda dela. A relação do Pedro e da Regina é muito bonita e super bem construída, dá pra perceber que, mesmo com os segredos, é uma relação extremamente sólida.



É difícil falar sobre a Regina, poxa vida que mãe! No decorrer da história, ela se mostra um exemplo de mãe, o tipo de mãe que eu daria tudo pra ter. Uma mãe que se importa, que pensa no Pedro antes de pensar nela. Mesmo que seja difícil ter o filho como o “centro da sua existência”, ela tira isso de letra, algo que me emocionou no livro foi isso.

Essa história que fala sobre luto, sobre amor, sobre ser, sobre ter coragem de enfrentar o mundo, sobre esquecimento, sobre libertação, com toda certeza foi uma das mais sensíveis que eu li até agora! Que livro incrível. 

Na dedicatória do livro que o autor me mandou, tava escrito que “eu tenha a chance de me apaixonar de uma forma diferente” já que eu amei o Erick. Bom, eu me apaixonei perdidamente por esses dois. Esse livro merecia um filme!

Pedro, obrigada por ter me mostrado que as vezes, tá tudo bem ter medo de contar as coisas, uma hora elas saem; Regina, obrigada por ser a mãe que eu gostaria de ter tido, você é incrível. Alexandre, obrigada pela oportunidade de ler esse livro, você arrasou mais uma vez.

Olá brilhinhos, como estamos hoje? O post de hoje é pra contar a minha experiência com um livro mais do que incrível é que eu adorei cada segundo da leitura. Vamos lá.



A Vida invisível de Eurídice Gusmão veio pra me mostrar o quanto as mulheres avançaram nos últimos tempos.

O livro conta a história de Eurídice, uma moça com uma inteligência acima da média e que poderia ter sido qualquer coisa que quisesse, porém, ela é uma mulher carioca nos anos 40, ou seja, estava fadada ao casamento e ao convívio do lar.

“Ela sempre achou que não valia muito. Ninguém vale muito quando diz ao moço do censo que no campo profissão ele deve escrever as palavras “Do Lar”.”

Eurídice levou muitos nãos na vida: quando quis estudar flauta mais afundo, não pode pois moças devem se dedicar a ter um bom marido; Quis publicar um livro de receitas e não pôde, afinal, quem iria ler um livro escrito por uma dona de casa.

Ela se casou nova e logo entendeu que a vida dela era, basicamente, lavar as cuecas do marido, fazer comida, arrumar os filhos e o tempo que sobrava (que era muito tempo) ela deveria ficar sentada no sofá olhando a estante de livros. Como diz no livro, Eurídice não pode se permitir pensar no que ela poderia ser fora dos muros da casa, então ela arranja desafios para lhe ocupar a mente: cozinhar tudo que der mesmo que a família não ligue é, mais pra frente, costurar.

Quanto mais ela tenta se encaixar naquela vida de família de classe média da Tijuca, com um marido que não levanta a mão pra ela e por isso ele é fantástico, filhos bons e dispensa cheia, mais inquieta ela fica. E é no meio dessa inquietação que ela redescobre a estante para qual tanto olha! Tolstói, Shakespeare, Flaubert, dentre tantos outros que passam a fazer companhia pra ela.

E é nessa hora que meu coração começou a palpitar de alegria! Eurídice compra uma máquina de escrever e a coloca no antigo escritório que o marido usava, e os dias agora são preenchidos por infinitos tec tec tec tec!

“era uma mulher brilhante. Se lhe dessem cálculos elaborados ela projetaria pontes. Se lhe dessem um laboratório ela inventaria vacinas. Se lhe dessem páginas brancas ela escreveria clássicos. Mas o que lhe deram foram cuecas sujas, que Eurídice lavou muito rápido e muito bem, sentando - se em seguida no sofá, olhando as unhas e pensando no que deveria pensar.”

O livro também fala sobre os outros personagens, como a faxineira de Eurídice, conta a vida do marido dela e dos vizinhos que a cercam, os pais dela, mas sem sombra alguma de dúvida, a melhor personagem é a irmã de Eurídice, Guida Gusmão. Não vou me alongar aqui contando muito sobre a história dela, mas que história fantástica! Mas mostra também, em contrapartida, a crueldade. Guida passa por poucas e boas na vida, mas mesmo assim, mesmo com uma força sobrenatural que tem, ela precisa se render ao casamento para se encaixar na sociedade.

No começo do livro a autora fala que essa é uma história sobre nossas avós e é realmente verdade. Minhas avós, que infelizmente não conheci, tiveram vidas muito parecidas com o que é relatado no livro. Isso só me faz pensar uma coisa: se hoje eu posso escolher ser o que eu quiser, inclusive dona de casa, é exatamente porque as avós não tiveram nenhuma escolha. 

Um livro curto, mas com um peso gigantesco! Eu amei cada página desse livro. Ri, me emocionei, chorei, me compadeci de alguns personagens e tive ódio de outros. Caso tenha oportunidade de ler esse livro, não deixe passar.


Olá brilhinhos, como vocês estão hoje?

O post de hoje é sobre o primeiro livro que eu li pro “Projeto Empretecendo Narrativas” que é uma iniciativa minha, da Evy e da Vi. Vamos lá então.



Americanah tem como personagem principal Ifemelu, uma jovem nigeriana que vai pros Estados Unidos em busca de estudo; nessa época a Nigéria estava sob governo militar e os professores universitários fazem greves com frequência, cansada disso, ela vai pros EUA terminar os estudos. Quando ela chega lá é que ela se vê como uma mulher negra pela primeira vez, e como uma “negra não americana”.

É assim que se dá o relato do tempo que Ifemelu passou nos Estados Unidos, a questão do racismo institucional, o jeito como ela precisa passar a se ver, relacionamentos interraciais. Ela também começa a entender a forma como as pessoas brancas olham pra ela, como elas querem ouvir sobre o racismo dela, de um jeito que agrade os brancos. 

No tempo que vive lá, ela escreve um blog onde relata suas experiências sobre as mais diversas situações.

“Você está num país que não é o seu. Faz o que precisa fazer se quiser ser bem-sucedido”

Esse foi o primeiro romance que eu li da Chimamanda e, quando eu fui pesquisar sobre ela, vi que esse livro é basicamente uma autobiografia, acho que isso fez com que eu ficasse ainda mais pensativa sobre os temas e pessoas que aparecem nessa história.

Particularmente, eu demorei quase três semanas pra ler as 500 e poucas páginas do livro. Não, ele não é um livro com uma escrita difícil, tampouco um livro que “enche linguiça” o que me pegou mesmo foi a narrativa dele, muito parecida com outro livro nigeriano que eu li ano passado, Água Doce, que é uma narrativa muito crua, muito didática e que te aflige por inteiro, esse livro é daquele tipo que te bate por tabela, você lê os capítulos e sente a dor aos poucos, igual acontece com a Ifemelu, a gente entende da realidade dela junto com ela.

As questões raciais que o livro fala são muito fortes: Ifemelu só pode ser contratada se alisar o cabelo; Ninguém fala Negro; a branca para qual a ifemelu trabalha, elogia pessoas negras simplesmente pelo fato de serem negras; acredite, é falado inclusive de racismo reverso (?); desigualdade de gênero; fala muito sobre o processo de aceitação do próprio cabelo… É um livro de uma intensidade tão grande que se você ler muitas páginas por dia, capaz de acabar com dor nas costas.

“A brancura é algo que se aspira”

Eu sinceramente, não sei nem falar sobre a experiência que foi ler Americanah. A Chimamanda tem uma didática tão incrível que quem nunca vivenciou nada do tipo, com toda certeza vai sentir tudo que a Ifemelu sente. Quando Ifemelu volta pra Nigéria, é uma experiência completamente nova, ela se sente estranha na própria casa. É realmente um livro que deve ser lido pelo maior número de pessoas possível.



Sinopse: Uma história épica de amor e de imigração, um romance arrebatador da premiada autora de Meio sol amarelo.

Lagos, anos 1990. Enquanto Ifemelu e Obinze vivem o idílio do primeiro amor, a Nigéria enfrenta tempos sombrios sob um governo militar. Em busca de alternativas às universidades nacionais, paralisadas por sucessivas greves, a jovem Ifemelu muda-se para os Estados Unidos. Ao mesmo tempo que se destaca no meio acadêmico, ela depara pela primeira vez com a questão racial e com as agruras da vida de imigrante, mulher e negra.
Quinze anos mais tarde, Ifemelu é uma blogueira aclamada nos Estados Unidos, mas o tempo e o sucesso não atenuaram o apego à sua terra natal, tampouco anularam sua ligação com Obinze. Quando ela volta para a Nigéria, terá de encontrar seu lugar num país muito diferente do que deixou e na vida de seu companheiro de adolescência.
Principal autora nigeriana de sua geração e uma das mais destacadas da cena literária internacional, Chimamanda Ngozi Adichie parte de uma história de amor para debater questões prementes e universais como imigração, preconceito racial e desigualdade de gênero. Bem-humorado, sagaz e implacável, Americanah é, além de seu romance mais arrebatador, um épico contemporâneo.
Publicado por Companhia das Letras
Traduzido por Julia Romeu
520 páginas