Como esse é o mês do orgulho LGBTQI+, quero fazer minha contribuição/homenagem  ao mês mais colorido do ano, que significa tanta coisa, tanta luta, força, resistência e acima de tudo, orgulho, por não desisti, por lutar, por serem quem são, sem se esconderem, por amar sem medo (ou tentar porque infelizmente ainda temos que evoluir muito como sociedade). Por abrir caminho para que as gerações atuais tenham mais oportunidades, por não terem que se esconder, sim, ainda temos que evoluir muito, abrir a mente das pessoas e fazerem entender que não a nada demais em amar e ser amado. Que não é errado ser feliz, e que cuidar da própria vida é muito melhor do que ficar pastorando o c* alheio.
     Então sem mais delongas, aí vai uma pequena listinha de livros com personagens gays (confesso que foi difícil escolher um livro para essa letra, afinal, mais de 90% das minhas resenhas são com personagens G). lésbicas, bissexuais, trans, travestis, intersexo, assexual, demissexual, pansexual e, claro, os bônus no final.



Amorelas... Um Amor Entre Elas 

A adolescência já é bem difícil. Passar por ela descobrindo que você é diferente dos de mais, mais ainda. Como enfrentar seus medos e tantas descobertas sem o apoio dos pais.E dentro de toda essa complexidade, como viver um amor tão intenso capaz de mexer não só com seu coração, mas com seu corpo e sua alma. É na imaturidade que nós enfrentamos os mais intensos sentimentos. O que acaba os diminuindo aos olhos dos demais. Vivian vivia voando... Se descobriu amando sua melhor amiga muito cedo e por esse amor sofreu como nunca pensou sofrer um dia, mesmo sendo correspondida. O presente lhe tirou o direito de ser quem queria, mas o futuro reservava algo maior, mais intenso e mais bonito. O destino pode ser surpreendente, basta seguir em frente. Vivian seguiu e pôde, mesmo através de tantas perdas e desilusões, encontrar amor maior do que podia esperar ser possível. Nunca é tarde para ser feliz, o destino sempre dá um jeito basta acreditar.  






Relatos de um garoto apaixonado

Theodore Porter ganhou um diário da avó materna no dia de seu aniversário. De início, era apenas um caderno inútil, mas logo se tornou um companheiro de todas as horas, o único que suportava os dramáticos clichês da vida de Theodore. Afinal, o que podia acontecer de tão interessante na vida de um nerd excluído que, secretamente, almejava ser um patinador profissional?Ele estava sendo obrigado a conviver com Samuel Andrews, o capitão do time de futebol, garoto mais popular da escola, exímio nadador nas horas vagas e, agora, sua dupla no trabalho de biologia. Como se já não bastasse, Theodore precisava da ajuda daquele delinquente para agradar o pai, um fanático por esportes, e assim ingressar no time em vez de seguir seu verdadeiro sonho. 
A missão seria fácil de aguentar se não fosse um pequeno detalhe: ele se apaixonou por Samuel. 



Segunda Chance Para Amar

Ana Soutto sempre foi uma garota alegre, divertida e espontânea mais isso acabou mudando por conta de várias coisas que aconteceram em sua vida como a morte de seu pai e a violência que vinha recebido a anos de sua mãe e do padrasto. Fugindo de seu passado , ela saiu de sua casa que ficava no Brasil  e foi morar em outro país ,  em San American que ficava nos Estados Unidos , sozinha ,  ela acaba conhecendo uma garota chamada Carla Ferraz que era  o tanto estranha mais especial e  Ana mesmo com alguns preconceitos por conta do sentimento que ela acaba nutrindo pela Carla ,ela tenta esquecer essa ideia mais acaba cedendo a esse novo amor e se dá uma oportunidade para a tal felicidade que ela sempre desejou.   Além desse novo romance, várias outras coisas vem acontecendo ao redor de sua nova moradia, como a chegada de um misterioso rapaz cheios de segredos e momentos de seu passado vem retornando em sua vida e ela tem que enfrentar tudo isso para descobrir a verdade.      Será que algum dia Ana terá paz e será feliz ?    Embarque nessa história e descubra o que irá acontecer ♥ vocês não vão se arrepender.  


Transparente 

A adolescência é uma fase confusa e intensa. Padrões são constantemente impostos, fazendo o furacão chamado "ensino médio" parecer ainda mais assustador. Andrômeda Souza Mendes é aluna do último ano do Colégio Autêntico, localizado na pequena cidade de Vênus, e está mais perdida que todos. Em seu terceiro ano no mesmo colégio, ela não consegue o que mais desejou: ser notada e fazer amigos. Conhecida como a garota estranha que sempre senta no canto direito e que levanta a mão para responder as perguntas impossíveis de Física e Química, ela recebe ofensas gratuitas e é completamente excluída da sua turma. Na metade do ano letivo, um aluno novo rouba a cena no colégio. Novatos bonitos costumam chamar a atenção de todos, porém, novatos extremamente bonitos, tatuados, misteriosos e inteligentes, que caem de paraquedas na sala do terceiro ano, se tornam o assunto entre os estuantes por tempo indeterminado. Andrômeda está disposta a descobrir como ele chama tanta atenção para si. Com seu jeito completamente desengonçado, ela consegue se aproximar do novato e cria até mesmo a sua própria teoria para explicar a popularidade dele, que tenta se manter nas sombras e evitar os olhares que o atacam constantemente. Em meio a aulas de ciências para crianças, galáxias distantes, trilha sonora dos Beatles e passeios de ônibus pela cidade, Murilo Acosta vai entender que não existe nada de errado em ser transparente e que se esconder e fugir dos problemas não é uma forma de viver. 

***

#Amapô

Quatro travestis que foram assassinadas voltam à vida e decidem brincar com a morte novamente, mas desta vez do outro lado da arma.  













Dezesseis Anos 

A estreita estrada de terra que liga a rodovia estadual à fazenda Leonardi é pura nostalgia. Depois de muito tempo distante, Leonardo ainda se sente em casa ao passar por ela. No entanto, seus planos nessa viagem se resumem a resolver o que tiver que ser resolvido e voltar para o Canadá, onde vive tranquilamente. As circunstâncias de sua partida e o afastamento da família o impedem de ter expectativas, e a situação parece se agravar quando, distraído em seus pensamentos, ele atropela um garoto de bicicleta na estrada.  As reminiscências de Leonardo ficam ainda mais fortes ao conhecer o jovem Rafael. Seu modo de falar e seu olhar inquieto o deixam desconcertado. Seria efeito do cansaço da viagem ou o destino lhe pregando uma peça? O presente e o passado começam a se confundir quando ele encontra os familiares do garoto: dona Zuleide, antiga cozinheira de sua casa, e o Bryan, seu primo adotivo, com quem ele se envolvera muito além da amizade. O tempo passou, mas não fechou todas feridas. O que ele teria perdido nesses dezesseis anos? Publicado anteriormente como Intersex, cuja versão original foi escrita no final de 2016, sendo posteriormente publicado na internet em forma de contos, no Wattpad e na Amazon. 


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A Liberdade que Limita

"A sociedade não está pronta para aceitar toda forma de liberdade"                 Em um mundo dividido em duas classes, as mulheres são seres superiores e os homens inferiores. Cada um habita uma sociedade, que funciona de maneiras distintas, eles trabalhando e sobrevivendo como podem e elas usufruindo de toda a produção e lucro gerado por eles. Afinal, o sexo feminino tem capacidades mentais mais elevadas e a lei da evolução as tornou mais adaptadas para as necessidades do mundo. É isso que as torna superiores e permite que usufruam de toda a liberdade, fazendo o que desejam, sem compromissos e buscando a felicidade acima de tudo, sem rótulos e sem preconceitos.                 Mas até onde essa liberdade é real?                Luzia se sente entediada com tanto tempo livre. Já fez tudo que podia e precisa de mais emoções e mais experiências. É querendo saciar esse desejo que se arrisca a desvendar a sociedade dos seres inferiores conhecidos como homens, e descobre que eles não são seres tão horripilantes e diferentes como ouviu dizer e que ela mesmo não é tão livre quanto pensava.               Descobrindo mais sobre si mesma, se identificando como assexual e conhecendo os outros gêneros e a pluralidade de pessoas que existem, ela decide lutar por um mundo igualitário e livre de verdade. Onde cada um pode ser quem quiser e ser feliz como quiser.  


Uma noite em Baltimore

September está no seu último ano e seus maiores desejos no momento são terminar de escrever algum livro, aproveitar seu tempo livre com o melhor amigo e tirar uma boa nota nos testes de admissões para a faculdade. Apesar de não ser reservada ao extremo, sua maior movimentação social gira em torno do vizinho, Johnny, seja para observar quando ele briga com a namorada, ser a conselheira amorosa dele ou para aprender a conter seus sentimentos sobre o garoto confuso da janela ao lado.  Tudo ia bem até September descobrir que, além de Johnny também ser inseguro sobre seus sentimentos e de seus melhores amigos estrelarem um triângulo amoroso, um concurso literário sobre a época do ano que ela mais detesta pode ser o que vai alavancar sua vida.  "Se você pudesse ver que eu sou a única que te entende, que esteve aqui o tempo todo... Então por que você não consegue ver?"  


O Mínimo para se amar.

Imagine um personagem cujo único objetivo de vida é viver do jeito que pode e esse personagem tem dois filhos que precisam fazer um dever de casa.O objetivo do dever de casa é contar a história da família, como a família surgiu e quem pertence a família e blábláblá... Então é melhor eu contar essa história para eles, não é? Essa história é só mais uma simples história, uma simples vida registrada em páginas com um começo clichê e um final bem "blézinho", mas com uma jornada incrível, um pouco parecida com todas as vidas "normais" e totalmente parecida com a vida de qualquer uma pessoa que vaga pelo mundo vivendo de qualquer maneira. Um livro pra dizer para quem quer ouvir que tá tudo bem ser do jeitinho que você é, tá tudo bem levar a vida do jeitinho que você quer levar, desde que você seja uma pessoa boa, e eu disse boa, e não uma pessoa perfeita. Trinta e três capítulos para que você olhe para o passado e veja as partes ruins como referência, como uma oportunidade de recomeço e de mudança e principalmente veja as partes boas como simplesmente a melhor coisa que poderia ter acontecido naquele momento e que nunca é tarde para fazer a vida valer a pena. Se para viver não tem regras, não tem um padrão a ser seguido, não tem uma linha, lista ou roteiro, então quer dizer que cada um vive da sua maneira, então se cada um vive da sua maneira, então quer dizer que a jornada de todos nós é no mínimo incrível, não acham? Enfim, para todas as pessoas que eu gosto, gostei e um dia irei gostar: Eu sinto muito por não ser ou por não ter sido o suficiente, mas para mim eu era, sou e sempre vou ser o suficiente, mesmo que eu não perceba isso no momento. Qualquer semelhança com a realidade é pura observação do escritor e perdoa o excesso da palavra "então" e não desisti desse livro.  



      Aqui diferente dos outros, não serão estórias, e sim livros informativos digamos assim, de uma forma mais mastigada, menos técnica, sobre o universo LGBTQI+, nomenclatura, significado das cores das bandeiras, o que cada coisa quer dizer, para quem tem duvida, e para quem quer entender melhor e não sabe por onde começar, ou para indicar a um amigo, ou simplesmente por querer saber. E por ultimo, a um conto lésbico da minha autoria.

Explanando os lgbtqia

duvidas // questões // debates LGBT+ 
"o que é gênero?"  
"tudo bem eu ser hetero e pegar menino trans?"  
"eu não me sinto menina ou menino"
"não quero ser bi. mas não quero ser lésbica, e não quero ser het. o que eu sou?" se você tem essas perguntas e mais, esse livro pode te ajudar ! 









Tudo [o que eu sei] sobre sexualidades 

Não será um livro com nada de mais, apenas irei explicar sobre a maravilhosa comunidade LGBTQI+ [afinal, sou parte dela] e como estou estudando, sozinho, sobre isso, quero ajudar os que não sabem muito, a tanto se interessarem, quanto descobrirem sua sexualidade!









O som do Coração

Blue e Melissa, um amor a primeira vista, um encontro de almas, mas nem tudo são flores, venha conferir e amar esse conto embalado por um rock and roll. Conto feito especialmente para o concurso Blue Steel, baseado na música Every Time I Look At You do KISS 





    Obs.: Nem todos os livros destas listas foram lidos por mim, claro que alguns sim, outros tem até resenha, mas todos foram "folheados". Vocês podem encontrar todas esses livros na lista de leitura "Blog" no meu perfil no wattpad @MARILFREITAS, comprar o livro Dezesseis anos pela Amazon, conferira as resenhas da versão antiga de  Transparente e de Intersex (Dezesseis anos)

Beijão, até a próxima 
MaLê


Photo by Joyce McCown on Unsplash

Hoje, dia 28 é celebrado o dia do orgulho LGBTQIA+ e eu, como parte da comunidade, não poderia deixar de falar sobre isso.

Esse dia, também foi marcado, há 50 anos atrás, pela Revolta de Stonewall, que em resumo, aconteceu em um bar que foi invadido pela policia e naquela época, pessoas LGBTQIA+ eram presas, apanhavam e inclusive ser da comunidade era proibido. Não se sabe ao certo quem começou a revolta, mas 3 pessoas foram importantes nessa revolta: Marsha Johnson, Sylvia Rivera e Stormé Delarverie.

Essa rebelião foi muito necessária pra ressaltar o conceito de orgulho e é por isso que no mês de junho acontecem tantos eventos ao redor do mundo. Pra celebrar nossa existência, nossa luta, nossa resistência.

Eu pedi para minha amiga, a Dai, fazer um texto sobre orgulho, o resultado é esse aqui e, antes de ir, me responde: O que te dá orgulho?

Sejam orgulhosos sempre!

Orgulhar-se. Ter orgulho de ser, de existir. Não uma existência qualquer, mas uma existência prazerosa sem que seja necessário se esconder atrás de uma fachada irreal, o sonho de uma existência sem medo de que ao virar a esquina seja atingido por uma chuva de xingamentos e violência.

"Que orgulho!". Duas palavras que tem o poder de mudar uma vida, para melhor. Os sons chegando aos ouvidos, as mãos de encontro aos cabelos que logo serão acariciados. Orgulho que cobre as cicatrizes das feridas já superadas no corpo e na alma. Não há nada a esconder!

Ter além de orgulho a consciência de que só estar ali, presente e vivo já é motivo de comemoração suficiente. Ninguém pode tirar o seu direito de ter um lugar ao sol, seu lugar no mundo!

Apesar/depois/independente de tudo, saber que sua vida importa, que não se está sozinho, saber que o "ninguém solta a mão de ninguém" é real e vale para todos é mais do que essencial.

Ter orgulho de ser quem é, é amar a si próprio de todas as formas, é amar essa energia que muitos chamam de alma e transbordar essa energia colorida pelo mundo. Dar cor ao dia e ser luz na noite escura e cheia de terrores.

Um arco-íris nunca fez tanto sentido! Orgulhe-se do arco-íris. Seja o arco-íris.

Olá brilhinhos, como é que vocês estão por ai? Hoje, o post é um pouco diferente, vou falar um pouco de mim e convido vocês a refletir comigo, bora lá então.

Antes de mais nada, me conta o que você tem feito por você?

Recentemente eu entrei numa pira surreal de produzir conteúdo como se não houvesse amanhã, falar tudo que eu queria falar e queria a todo custo que as pessoas interagissem comigo nas redes, comecei a usar outras plataformas e formas de alcançar pessoas que eu nunca tinha usado antes, tava criando mil coisas e fazendo outras mil e estudando tudo  que eu poderia e não poderia pra isso aqui ter o sucesso que eu achava que deveria ter. Afinal, se eu não acreditar em mim, quem é que vai né?!

Photo by Anthony Tran on Unsplash


Bom, o resultado disso foi uma Bianca estressada, que não conseguia dormir, se cobrava igual uma louca e acabava não conseguindo fazer as coisas direito; ah, também fiquei doente. Fiquei tão estressada/ansiosa ao ponto de, realmente, não conseguir respirar e acabei sendo forçada a dar uma pausa. Como uma boa pessoa de humanas, sempre acreditei que o universo retribui. Eu já queria dar uns dias de férias pra mim, mas não conseguia largar até que meu corpo me obrigou a isso. Chega a ser surreal né?!

Eu sei que a maioria das pessoas que me acompanha aqui são  meus companheiros de produção de conteúdo e, me corrijam se eu estiver errada, mas isso cansa. Essa coisa de precisar sempre estar atento à tudo, falar sobre tudo, perder a noção do que é uma vida online e uma vida offline (eu perdi essa noção) e realmente parar de fazer as coisas porque você  quer fazer, mas sim porque você tem  que produzir alguma coisa pras pessoas que te acompanham. Isso é MUITO surreal.

Tem que levar em conta que, mesmo que eu tenha colunistas lindas que me ajudam sempre que eu preciso, isso aqui é fruto de trabalhos solitários. As fotos, os livros lidos, os artigos, as resenhas, os posts, tudo sou eu quem faço e isso dá um trabalho tão grande gente, mas tão grande... Chega uma hora que nós precisamos parar e respirar. É surreal pensar que eu precisei ficar doente pra entender que tá tudo bem não ser frequente, que eu posso sim ficar com minha gata correndo atras da bolinha sem me sentir culpada por não estar produzindo nada. Louco né?!

Photo by Anete Lūsiņa on Unsplash


Tá certo que eu não parei porque quis, eu fui obrigada a cuidar da minha saúde, mas esse tempo foi bom pra eu pensar em como eu estava lidando com o blog, o conteúdo que eu tava produzindo e tal. Isso foi bom, me fez entender coisas que eu já sabia, como por exemplo, isso aqui não é a minha principal fonte de renda e eu só tô aqui pra compartilhar o meu amor por livros e afins, eu nunca pretendi viver disso, e eu tava deixando a minha profissão e minha esposa de lado pra ficar aqui, quando eu vi isso, eu quis tacar minha cabeça na parede.

Agora que eu tô mais leve e melhor da saúde e pude pensar bem, as coisas aqui vão ser um pouco diferentes, eu mesma não terei mais uma periodicidade e vou começar a falar de mais coisas que não sejam só livros e resenhas, vou começar a trazer umas dicas de filmes e séries junto com a Renata, vou fazer um quadro bem legal com umas amigas sobre crimes, trazer mais coisas sobre LGBTQIA+ e afins, vou tornar isso aqui mais leve pra mim e pra todo mundo que me acompanha, é isso. Eu espero que vocês gostem dessa nova “fase” do Resenha de Unicórnio e, antes de ir em bora, responde aquela pergunta que eu fiz lá no começo do post, o que você tem feito por você?



Todo mundo tem traumas, todo mundo esconde alguma coisa dentro de si e essa alguma coisa que a gente esconde sempre vai atrapalhar a gente em algum aspecto da nossa vida. E é sobre isso que quero falar hoje, sobre guardar “segredos” que não deveriam ser guardados e, principalmente, sobre libertação.


 Conheço a Allana tem um tempo, ela sempre interagiu comigo no instagram e depois, quando a gente começou a se seguir no twitter eu vivia falando pra ela me mandar algo dela pra eu ler (wattpad é um parto pra funcionar no meu celular) e, depois que eu li o conto dela (esse aqui) que é de uma sensibilidade tremenda, fiquei louca pra ler o livro dela e até que um belo dia ela me chamou no whatsapp e mandou o PDF completo do livro dela (que no wattpad não tá completo ainda, PRIVILÉGIOS) e, sem brincadeira, eu não consegui largar o livro.

Quando eu contava as estrelas conta a história de Estela, uma menina de uns 20 e tantos anos que mora junto com o irmão mais velho; o pai deles, depois da morte da mãe, se mudou pra Rússia com a atual esposa. Porém, Estela tem uma dificuldade enorme pra fazer amigos e confiar em alguém, ela sempre prefere ficar em casa lendo, tranquila, do que ter que se submeter a uma relação.

Com a ajuda de Guilherme seu não-amigo, ela vai tentar superar esse trauma e, quem sabe revelar esse segredo que tanto a aflige.

Não se iluda, assim como eu, em pensar que tem um shipper ali no meio, não tem. Esse livro fala sobre amor, mas amor à si mesmo.

"O fato é que eu nunca havia considerado que ser protagonista da própria vida requer muito mais do que carregar fardos pesados sem qualquer ajuda ou se trancar em uma muralha de isolamento, com medo de sofrer com o que outro poderia fazer."

Eu tô simplesmente apaixonada pela escrita da Allana e pela Estela, em muitos pontos da história eu me identifiquei com a Estela e me peguei de coração aflito por ver o quanto aquele trauma a sufocava foi realmente uma experiência angustiante, mas com um final maravilhoso e que me aqueceu o coração.

Com a Estela e o Gui eu aprendi que existem muitas formas de amor e que, por favor, não se torture por algo que você não teve culpa, se liberte de coisas ruins, elas não te levam a nada.

Só posso dizer que leiam esse livro, eu tô realmente maravilhada!! Clica aqui e corre lá!


À Sombra do Jatobá | R. C. Maschio | 5 ✰ + ❤ | Expressão e Arte Editora | Compre

Eu estou há quase uma semana pensando sobre como escrever algo sobre esse livro. Você alguma vez já leu algo que te arrebatou tanto que simplesmente não consegue falar sobre isso? Isso aconteceu comigo nesse livro.

Recebi esse livro da autora e primeiramente quero agradecer de todo o meu coração por ter me dado a oportunidade de ler esse livro.

À sombra do Jatobá tem como cenário uma fazenda de cana de açúcar lá do século XIX, o movimento abolicionista estava começando a ganhar força e é nesse cenário que conhecemos a personagens principais, que são 3, (mas TODO mundo ali é muito importante), a Ercilia que é uma escrava da casa grande, ama de leite das filhas do Senhor, Teodora e Cândida.



Com uma história que fala sobre superação, coragem, muita luta, muito amor, a Rô escreveu um livro que deveria sim ser lido nas escolas.

“Passo anos vestindo e alimentando um negro até que ele se torne um rapaz pronto para o trabalho e ele decide morrer assim, do nada! Precisava viver pelo menos dez anos para me dar um bom lucro.”

Como eu já falei, realmente não sei se essas palavras vão fazer jus à grandeza dessa leitura e mostrar tudo que eu senti. Mas, pra quem estudou o minimo que for sobre esse periodo sabe o quanto dói lembrar dele. Em muitos pontos as cenas são realmente MUITO incomodas e eu tive que parar de ler várias vezes simplesmente pelo fato de que eu não estava aguentando ver aquilo! A Rô descreve as cenas de uma forma que eu consegui visualizar a cena todinha.

Inclusive, quero deixar aqui o meu muito obrigada à Carol que me ajudou a suportar o baque desse livro e que ouviu meus audios que pareciam não ter fim quando eu acabei de ler o livro.



Bem, pra finalizar, quero dizer que aprendi muito com essa história e eu realmente escrevo isso com o coração pois minha mente não consegue até agora processar esse livro. Só posso falar pra vocês lerem e sofrerem comigo mas também aprenderem muito. O nome do livro faz referência à uma das passagens do livro e quero adiantar que chorei como criança nessa parte.

Eu sempre gostei desses livros que nos deixam reflexivos, que nos fazem ver que sim, qualquer coisinha que seja é suficiente pra fazer os Homens entrarem em guerra e se matarem, o que é um absurdo sem tamanho!

Então, se você gosta de livros fortes, bem escritos, que falem sobre o período da escravidão e que tenham uma mensagem de luta, de amor, de superar as barreiras impostas, de ter coragem, esse livro é pra você!

Ah, importante! Todo o dinheiro arrecadado com a venda do livro será doado para instituições e essa capa maravilhosa foi a filha dela quem fez, ela é uma artista incrível! Siga a autora no Instagram e acompanhe o trabalho e talento dela!



Já imaginou se o seu ex entra num Big Brother da vida, fica milionário, vira uma subcelebridade, e todo aquele discurso que ele pregou enquanto tava com você cai por terra no momento em que ele vê a fama vindo? Pois então, é nesse universo que se passa Querido ex.

Querido ex é um livro de epistolar, ou seja, é todo escrito em cartas, cada capítulo é uma carta pro ex do personagem principal.

As cartas, todas carregadas de muito sentimento, surtos e um vocabulário um tanto peculiar, são tão maravilhosas, que me fez comer o livro e ao mesmo tempo que eu tava rindo eu tava chorando.

"Seu nome é menos digno de ser pronunciado do que o assassino dos pais do Harry Potter; ecoar as letras que o formam é o equivalente a beber um copo do chorume deixado por caminhões de lixo após duas semanas de greve de coleta no Rio de Janeiro."

Eu não posso falar muito sobre as cartas pois qualquer coisa seria spoiler. Mas se tiveram duas coisas que me encantaram nesse livro foram a capacidade do Juan de nitidamente escrever essa montanha russa que é o término de uma relação e de falar sobre todas essas fases e, preciso falar aqui, em alguns momentos eu queria estar vivendo a vida desse personagem!

A outra coisa que me encantou muito foi a forma “engraçada” com a qual ele abordou uma relação abusiva no mundo LGBT (gente, cês acham que não tem disso, mas tem sim tá nenê), pois sempre que eu ia ler algo sobre relações abusivas TUDO sempre foi absolutamente pesado demais e bruto demais. Sempre tive a sensação de que esse tipo de relação era retratado de uma forma meio incomoda, pelo menos pra mim. E nesse livro não é assim, o Juan mostra em pequenas coisas e de forma gradativa o quanto uma pessoa pode ser abusiva e você acaba por se dar conta disso só quando você tá fora dessa relação e o quanto pode ser difícil não enxergar esse abuso sofrido em outras pessoas que não tem nada a ver com isso, elas só querem te ajudar. Ao meu ver, esse tipo de narrativa surte muito mais efeito de conscientização do que uma CoHo da vida.

"Aos poucos eu fui virando a sua sombra. Nós íamos nas festas dos seus amigos, fazíamos viagens com a sua família e eu jogava tudo que era eu pra debaixo do tapete, até o ponto em que me tornei incapaz de encontrar em nós um traço genuinamente meu."

Sobre o personagem principal, eu juro que imaginei uma poc super mega afeminada sentada no bar contando essa fase da vida pra mim. Vou ressaltar de novo que o vocabulário dele é tão intenso e sensacional e carrega tantas referências que nós, os millenials vamos entender e dar tanta risada!

Em conclusão, favoritei o livro! Um livro rapido, que aborda uma relação abusiva no meio LGBT, é engraçado, com capitulos curtos e ótimas referências, muito bem escrito e, mais importante, TEM UMA POC NEGRA AFEMINADA NARRANDO A HISTÓRIA! Isso pra mim me ganhou logo de cara! Adorei conhecer o trabalho do Juan, e tô ansiosa com a possibilidade de conhecer ele na Bienal do Rio desse ano!

Só posso dizer que leiam e eu espero muito que vocês sintam o que eu senti, riam e aprendam com esse personagem maravilhoso!!




Como o próprio nome já diz, Indestrutível é uma antologia LGBT+ que fala justamente sobre o fato de sermos indestrutíveis. Aborda toda a força e resistência dessas pessoas lindas e brilhantes que só querem amar e ser feliz à sua maneira sem sofrer por isso. É aquele clichê, imagina que bosta seria se todo mundo fosse igual em tudo né?!

Eu admito que chorei em muitas partes desta antologia e dei uma sofrida enorme pois é tão fácil se identificar com tudo isso, chega a ser surreal. Vale ressaltar que vários gêneros e sexualidades foram abordados aqui, isso também é um ponto positivo!

Como não dá pra falar de todos os contos, eu vou falar daqueles que mais gostei, que foram 4 contos, e a antologia tem 23 contos, vamo lá.

"A única coisa errada, que vejo em você, é deixar sua voz morrer e aceitar cegamente o que os outros pensam"


O primeiro conto que mais gostei e que me fez chorar MUITO foi “O Acompanhante”, escrito por Lamounier Soares, que conta uma história de libertação, de aprender ou aceitar o fato de que a pessoa que a gente ama foi tirada da gente por violência e fala também sobre a importância do “deixar ir” sabe? Realmente esse conto acabou comigo.

O segundo se chama “Repulsa” e foi escrito por Diego Durante, que conta a história de superação de uma mulher trans, e olha, que mulher, meu deus!!!

O terceiro se chama “A Princesa e a Fada” de Rebecca Jorge que, como já da pra ver, conta a história de amor de duas princesas infinitas!

O quarto se chama “Distopia” e foi escrito por Tiago da Silva e esse foi o dos que mais me matou por ser muito atual. Fala sobre uma prisioneira política que foi levada à uma espécie de campo de concentração por ser o que ela é, esse conto é uma carta dela pra nós, ela está prestes a ser executada e pede que nós tenhamos mais consciência.

Eu marquei como favoritos mais outros 3 contos, mas optei por não falar aqui se não ia ficar enorme e eu acabaria contando praticamente o livro todo!

Sharon McCutcheon, Unsplash

Eu gosto muito de ler livros dessa temática, porque eles mostram que nós não somos monstros, muito pelo contrário na verdade e que esse ódio que as pessoas tem com a gente é tão absurdo e tão sem fundamento que chega a doer. Lendo esses contos é praticamente impossível não se sentir tocado pela história e pela nossa força que, apesar de isso ser uma obra de ficção, nós todxs passamos por isso todo santo dia!! Esses dias me falaram que não sabiam como eu (que sou branca) e minha esposa (que é negra) ainda estamos juntas. Cada uma de nós sofre coisas bem diferentes, assumo que eu bem menos que ela em muitos aspectos, mas mesmo assim nossa força é tão palpável e a força das minhas amigas e amigos que todo dia passam por alguma situação complicada, é cada vez mais real.

Abordem, discutam esse assunto, não só sobre a comunidade LGBT, mas sobre minorias em geral, é um assunto que precisa ser falado e se juntar todo mundo, somos mais do que a suposta maioria.